Cana faz rotação com cará e batata-doce

Cana faz rotação com cará e batata-doce
Elisabeth: “o segredo para se ter uma boa matéria-prima é o cuidado com a cana”

Na Paraíba, mãe e filha conciliam a produção de cana e de alimentos com sustentabilidade

Clivonei Roberto

Elisabeth Lundgren lida com cana-de-açúcar desde que casou, em 1982, quando foi morar no engenho da família de seu ex-marido, na Mata Sul de Pernambuco. O primeiro contato com a cultura não foi muito bom. “Sou filha de agricultores, mas estava acostumada com outras lavouras, como coco, cará, inhame, frutas. Por isso, minha primeira impressão do canavial foi de uma cultura muito rústica, de colheita feia.”

Mas rapidamente mudou de opinião. Começou a conhecer os detalhes da cultura, até porque o sogro falava o tempo todo daquela tal cana-de-açúcar. “A cada procedimento que tomava no campo ele contava pra gente, quando plantava, quando colhia, quando adubava. Aquela experiência foi um verdadeiro doutorado em cana.”

O tempo passou, Elisabeth separou-se do marido há cerca de dez anos, mas não abandonou a paixão pela cultura canavieira. Na propriedade rural que herdou da família, no Município de Conde, na Paraíba, passou a colocar em prática tudo o que tinha aprendido sobre a cultura e sobre agricultura, cultivando uma área de 280 hectares.

Atualmente, aos 60 anos de idade, ela formalizou uma empresa familiar com o casal de filhos. Mas por enquanto é a filha quem está seguindo o legado da mãe.

PRODUTIVIDADE DUPLICOU

Mesmo antes de separar-se, Elisabeth já se dedicava aos negócios da fazenda. “Desde que deixamos de arrendar a propriedade e viramos fornecedor de cana para a destilaria, cuido da parte burocrática. No Nordeste as esposas dos produtores sempre estão ajudando muito os maridos nesta parte, porque eles não dão conta de cuidar disso e também da produção”, relata. A contabilidade e a folha de pagamento da fazenda sempre ficaram sob sua responsabilidade

Mas desde que assumiu o controle do negócio, além de continuar lidando com a “papelada” e as repartições públicas, também acompanha toda produção de perto. Para isso, conta principalmente com a ajuda da filha, NathalieLundgren Queiroga Cavalcanti, 31 anos.

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Fonte: Cana Substantivo Feminino

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