Inovação desde a raiz

Inovação desde a raiz
“A inovação sempre fez parte do DNA da empresa; agora estamos dando foco a essas iniciativas de maneira estruturada”, diz Raphaella Gomes

Em ritmo veloz, a Raízen investe na tecnologia para manter bons resultados mesmo em cenário adverso

 

Andréia Vital

Manter a competitividade em um mundo em constante mudança é essencial para o sucesso da organização, e a receita para que isso aconteça é apostar nas inovações que chegam cada vez mais rapidamente ao mercado, oferecendo diversas oportunidades e gerando valores econômicos para as empresas que fizerem uso delas. Esse é o caso da Raízen, joint venture criada em 2011 pela Cosan, e a Shell, companhia que atua no segmento de energia e destaca-se por ser a maior produtora individual de açúcar e etanol, com 26 usinas, 67 terminais de distribuição, 69 bases de abastecimento em aeroportos, seis mil postos de combustível, entre outros, contando com mais de 30 mil funcionários.

Desde a sua fundação, a companhia apostou em projetos inovadores para melhorar a produtividade em várias áreas, buscando sempre alinhar a excelência operacional com a gestão sustentável. Embora seja referência no quesito inovação, uma visão mais integrada de todas as iniciativas voltadas à ação se fazia necessário, assim foi criado, em dezembro passado, um departamento específico para a área. “A inovação sempre fez parte do DNA da empresa; agora estamos dando foco a essas iniciativas de maneira estruturada”, explicou Raphaella Gomes, diretora de Inovação e encarregada de fazer a gestão desta nova área.

De acordo com a Diretora, a inovação tem vários objetivos dentro de uma empresa: melhorar os resultados financeiros; ter mais competitividade; garantir a sustentabilidade do negócio em longo prazo e atrair e reter talentos. “Aqui estamos em todas estas áreas porque nossas iniciativas partem de um desejo de sustentabilidade em longo prazo e da construção de uma cultura”, afirmou a profissional, que tem como missão possibilitar que a empresa chegue ao longo prazo de forma adequada, sustentável e, mais do que isso, rentável, “pois a Raízen tem a ambição de ficar aqui por muitos e muitos anos, e não só sobreviver, mas continuar na liderança por muito tempo”.

Em um ritmo acelerado de investimento, a Raízen se tornou pioneira em vários projetos, como o da produção de etanol de segunda geração a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Com planos de ter oito unidades nos próximos anos, a companhia inaugurou sua primeira planta de 2G em 2014, ao lado da usina Costa Pinto, em Piracicaba, SP. Com capacidade para produzir 40 milhões de toneladas de litros de etanol por ano, a unidade é referência em inovação e vem, desde então, recebendo melhorias para se tornar mais eficiente. Atualmente, existem no mundo só duas plantas funcionando, sendo a da Raízen uma delas.

“O projeto de segunda geração é uma das inovações relevantes que temos e apostamos muito nela pelo caráter de ruptura que tem, entre o que existia antes e as possibilidades que o 2G traz, não só de mesmo uso da matéria-prima, mas também o que a gente pode fazer com essas correntes de carbono que saem desse processo, que são o C5 e o C6. Isso possibilita um olhar diferente para a nossa indústria e para as nossas atividades”, elucidou a profissional, comentando que as correntes C5 e C6 abrem mais possibilidades e que, em breve, a empresa apresentará novidades nesta área.

O projeto de produção de biogás da Raízen também foi destaque ao vencer o 23º Leilão de Energia Nova, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em abril de 2016, e garantiu mais um pioneirismo para a companhia, já que foi a primeira vez na história que um projeto de biogás a partir da vinhaça venceu um leilão de geração de energia. A nova planta está sendo construída ao lado da unidade Bonfim, localizada em Guariba, SP, e terá capacidade instalada de 21 MW (megawatts), devendo iniciar a comercialização da energia gerada a partir de 2021. “Isto faz parte da nossa pegada de circular, de transformar todos os resíduos que saem da usina em produtos com valor agregado e que não prejudiquem o meio ambiente”, ressaltou Raphaella.

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Fonte: CanaOnline

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