Participação das mulheres no agronegócio

Participação das mulheres no agronegócio

 

Elas entram em campo e dominam os negócios e segmentos agrícolas

O papel da mulher no campo está em constante evolução. No setor rural, a participação feminina ganhou grandes proporções e, hoje, o agronegócio conta com diferentes profissionais: agricultoras, administradoras, pesquisadoras e especialistas.

Entre elas, está a bióloga Milena Pancelli, que deixou o laboratório para trabalhar com o pai nas terras da família e acompanhar de perto toda produção agrícola de cana e amendoim. Apesar de não ter formação específica em agronegócio, Milena uniu seus conhecimentos em biologia à vontade em aprender mais sobre agricultura. Hoje, ela trabalha no escritório e no campo, administrando cada safra das culturas. “No início, não imaginava que seria desafiador acompanhar a produção, mas persisti conhecer mais. Com a colaboração dos agrônomos da cooperativa, busco tomar as decisões certas”, conta ela.

Cultivo e estudo sobre a cana-de-açúcar fazem parte da rotina de Milena e ElizabethCultivo e estudo sobre a cana-de-açúcar fazem parte da rotina de Milena e Elizabeth

No Brasil, as mulheres agricultoras representam 47,9% da população rural e 52,3% da população economicamente ativa. Assim como Milena, a maioria das mulheres vai para o agronegócio recorrente a tradição familiar e atuam na produção ou na administração dos negócios agrícolas.

Entretanto, não é apenas no campo que elas estão dominando. Atualmente, a figura feminina tem importante papel nos estudos e pesquisas, tornando-se ícone no agronegócio.

A exemplo, da economista e presidente da UNICA, Elizabeth Farina, que se dedicou a formação acadêmica e passou a trabalhar com pesquisas sobre a interface do setor agrícola diante dos problemas urbanos. “O meu interesse pelo agronegócio nunca foi familiar, nunca morei em área rural. Porém, eu tinha uma preocupação urbana com o controle de preço de alimentos por conta da inflação. Grande parte da minha pesquisa acadêmica foi concentrada na interface entre o setor agro e a indústria de alimentos”, comenta. De lá para cá, Elizabeth ocupou cargos de peso no setor entre eles o de vice-presidente do programa de agronegócios da Universidade de São Paulo e presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Diante deste contexto, é notável as conquistas femininas no mercado de trabalho até então dominando por homens. O avanço das mulheres em todos os segmentos do agronegócio contribui diretamente para a expansão do setor.

Para o diretor da Sociedade Rural Brasileira, Francisco Vila, o cenário está cada vez mais inclusivo. “Quem vai atrás com conhecimento, dedicação e disciplina conquista facilmente seu espaço. Na atualidade, a agricultura é um dos melhores negócios do Brasil, ” afirma Vila.

No cenário acadêmico, voltado ao agronegócio, o público feminino já representa mais de metade dos alunos. Para o diretor da SRB, “dessa forma, as mulheres terão uma perspectiva extraordinária nos segmentos de assessoria técnica e apoio ao produtor.”

“No geral, a mulher profissional tem, aos poucos, ocupado os espaços. Acredito que ela é muito perseverante, então há uma vantagem comparativa nesses setores”, finaliza Elizabeth Farina.

Acompanhe as próximas reportagens da série especial sobre o crescimento das mulheres no Agronegócio.

Fonte: Redação Uagro

  • Envie para
    um amigo
  • Compartilhar
    o conteúdo
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  • CAPTCHA Image
    Refresh Image