Pioneiras na agricultura sofreram preconceito

Pioneiras na agricultura sofreram preconceito

(Foto: Inês Janegitz; dificuldades do pioneirismo)

Com a maior participação das mulheres nos cursos agrícolas, nos próximos anos o campo também será território feminino. As futuras profissionais deverão encontrar o solo mais preparado, mais propício para realizarem o trabalho. Essa maior facilidade deve-se em grande parte ao empenho e persistência de pioneiras, como Inês Janegitz Pereira, diretora agrícola da Cocal Energia Renovável, de Paraguaçú Paulista, SP.
Inês conta que sentiu muito preconceito quando optou cursar agronomia. “Na faculdade me perguntaram se eu queria ser agrônoma ou mulher bonita, pois naquele tempo era impossível ser as duas coisas”, lembrou. Conta que depois de um tempo, passou a entender qual era a postura e o comportamento em seu ambiente de trabalho para poder ser aceita e respeitada de forma tranquila e, assim, buscar resultado como profissional e não resultados como mulher.
“Foi dessa forma que me desenvolvi no setor e dentro de uma usina, pois, a realidade agrícola é bastante diferente. Além do ambiente de trabalho participamos de eventos com participação quase 100% masculino, afinal temos que estar informadas, ser desafiadoras, nos superar, saber nos comportar e saber qual é o momento de se retirar”, salienta.
Passar por toda essa trajetória foi um desafio intenso para Inês que diz ter aprendido com humildade a dirigir em estradas mal cuidadas, a fim de evitar piadinhas. “Eu acordava mais cedo para fazer um caminho que eu conhecia e com todo o cuidado para não atolar o carro. Tive que me superar e, isso, nem sempre depende de estudar mais e sim criar estratégias para se sobressair em relação a um concorrente – o homem”, finaliza.

Fonte: Cana Substantivo Feminino

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