50% menos acidentes nas estradas

Unidade Bonfim, da Raízen, é a primeira usina brasileira a contar com um simulador de caminhão canavieiro. O objetivo é aprimorar a qualificação profissional de seus motoristas

Texto: Leonardo Ruiz

O uso de simuladores para capacitação de pessoas é cada vez mais comum no Brasil. Na aviação, eles já são utilizados há anos, com o objetivo de obter crédito de horas de treinamento em voo. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) afirma que somente nestes equipamentos é possível treinar determinadas situações de pane em voo com grande realismo, sem risco à vida dos profissionais. Além disso, a tecnologia proporciona, ainda, economia de combustível, o que influi diretamente no custo do treinamento e no impacto ambiental.

Esse mesmo conceito será levado, a partir de 2016, para aqueles que desejam obter sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ocorre que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou uma Resolução que torna obrigatório o uso dos simuladores em todos os Estados brasileiros a partir de 31 de dezembro deste ano. Os aspirantes a motoristas deverão concluir cinco horas/aula em um simulador, sendo que pelo menos uma dessas horas/aula terá de recriar um conteúdo noturno. Essa etapa deverá ser concluída depois do curso teórico e antes das aulas práticas. Inicialmente, a exigência vale para quem quiser ser habilitado na categoria B (carros de passeio padrão). Posteriormente, também terão que fazer aulas nos simuladores candidatos a habilitações de veículos comerciais, como caminhões, ônibus e motos.

Uso de simuladores no setor sucroenergético
No setor sucroenergético, a tecnologia começou a ser utilizada há poucos anos, através do uso de simuladores de colhedoras de cana. Essa nova forma de capacitação foi essencial para que a produtividade dos canaviais não fosse prejudicada quando a mecanização da colheita de cana crua foi intensificada no Estado de São Paulo, devido à assinatura do Protocolo Agroambiental. Ocorre que, sem os simuladores, o processo de aprendizado de operadores de colhedoras pode demandar altos custos para as usinas, pois acidentes, quebras de equipamentos, pisoteio de soqueiras, entre outros problemas, são comuns durante o treinamento. Além disso, as empresas lidam com gastos desnecessários, como perda de combustível e rendimento, pois, muitas vezes, o processo de colheita com uma colhedora é parado para que o novo colaborador possa aprender. Com o simulador, esses problemas são praticamente sanados.

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