Acidentes na atual safra canavieira alertam para a necessidade urgente de reforma nas indústrias

Incêndio na usina Madhu, unidade da Renuka, em Promissão, SP, ocorrido em 2 de julho

Falta de manutenção aumenta as paradas e reduz a segurança na indústria

Os primeiros meses da safra 2017/18 registram um fator nada desejável: maior número de paradas das usinas por quebras de equipamentos na indústria e até casos de explosões e incêndios. Para especialistas na área, esse quadro já era esperado, decorre do pouco, ou quase nada de investimentos em manutenção nas usinas nos últimos tempos.

A crise de quase uma década que se abate sobre a agroindústria sucroenergética colocou mais de 100 unidades produtoras no vermelho. Muitas fecharam e, a maioria das que se mantém moendo, promoveu as gambiarras como substitutas da manutenção e da renovação do parque industrial. Outro fator de abandono de investimento na indústria, é a falta de cana. O setor ainda está produzindo menos matéria-prima do que a capacidade de moagem. Como a indústria fica em parte ociosa, o foco é que a retomada dos investimentos aconteça no campo.

Segundo Aparecido Luiz, presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br), a última entressafra registrou aumento no número de serviços contratados para manutenção industrial por parte das usinas, o que aqueceu as empresas de Sertãozinho, SP, maior polo de tecnologia sucroenergética do mundo. Mesmo assim, o maior número de paradas e acidentes registrados nesta safra, mostra que há muito o que melhorar e renovar na área industrial das 370 usinas em atividade no país.

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