Açúcar oscila nas bolsas internacionais e mercado doméstico acumula perdas
26-02-2026
O mercado do açúcar registrou desempenho misto nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (25), enquanto no cenário interno os preços continuam recuando, reforçando o viés de baixa observado ao longo dos últimos dias.
Na ICE Futures, em Nova York, o contrato março/26 do açúcar bruto avançou 0,04 centavo, encerrando o dia a 14,59 cents de dólar por libra-peso. Já os demais vencimentos apresentaram ajustes negativos: maio/26 caiu 0,01 cent, para 14,00 cents/lbp; julho/26 recuou 0,03 cent, a 13,97 cents/lbp; outubro/26 perdeu 0,01 cent, fechando a 14,29 cents/lbp.
Londres
Na ICE Europe, em Londres, os contratos do açúcar branco registraram predominância de perdas. O maio/26 recuou US$ 0,10, encerrando a US$ 407,10 a tonelada. O agosto/26 ficou estável em US$ 404,80, enquanto o outubro/26 permaneceu em US$ 405,00.
Mercado interno
No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal branco apresenta queda. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 98,28 nesta quarta-feira (25), retração diária de 0,84%. No acumulado de fevereiro, a desvalorização chega a 6,30%, evidenciando a pressão sobre os preços no mercado físico paulista.
Análise
Com base em informações publicadas pelo portal Notícias Agrícolas, a Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (ISMA) revisou suas projeções para a safra 2025/26 da Índia.
A entidade estima agora uma produção de 29,3 milhões de toneladas, volume cerca de 12% superior ao ciclo anterior. Apesar do crescimento anual, o número ficou abaixo da previsão anterior, que indicava 30,95 milhões de toneladas.
A revisão ocorre em meio a produtividades menores que o esperado nos principais estados produtores, como Maharashtra e Karnataka, impactados por condições climáticas irregulares. O ajuste nas estimativas contribuiu para manter o mercado internacional atento, especialmente após recentes movimentos de alta nos preços.
Etanol hidratado
O etanol hidratado também seguiu em movimento de baixa. Conforme o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi comercializado a R$ 2.946,50 por metro cúbico, queda de 0,30% no dia. No acumulado do mês, a desvalorização atinge 6,68%, mantendo o viés negativo nas negociações.
Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias

