Agricultura de Precisão gera economia de R$ 1 milhão por safrana Usina São Manoelvoltar

Publicado em : 05/10/2018
Agricultura de Precisão gera economia de R$ 1 milhão por safrana Usina São Manoel

Mesmo sem aumentar a frota de tratores nos últimos 10 anos, a unidade dobrou a área de cultivo

Graças ao uso de ferramentas da Agricultura de Precisão, a Usina São Manoel, localizada no interior de São Paulo, que esmaga anualmente 4,1 milhões de toneladas de cana, conseguiu um ganho de produtividade que possibilitou aos gestores, mesmo sem aumentar a frota de tratores nos últimos 10 anos, dobrar a área de cultivo. “Além disso, com o aprimoramento do controle da vazão nas aplicações de defensivos agrícolas, se conseguiu uma redução de 1% no volume de aplicação do insumo, o que resultou numa economia de R$ 1 milhão por safra”, informou Guilherme Guiné Pinto Ferreira, supervisor agrícola da São Manoel.

A revelação foi feita em palestra proferida por Ferreira durante o Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão (ConBAP 2018),realizado em 4 e 5 de outubro em Curitiba, pelaAssociação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsBraAP). No caso da manutenção inalterada da frota de tratores, apesar do aumento da área cultivada, o palestrante salienta que isso foi possível graças a ganhos de eficiência na operação das máquinas, troca dos tratores por outros modelos mais adequados ao tipo de trabalho realizado, aos mecanismos de controle que possibilitam monitoramento 24 horas da operação, otimização do uso evitando o retrabalho, entre outras ações decorrentes da adoção da Agricultura de Precisão. Salienta ainda que antes de se adotar tais ferramentas, se cogitava inclusive dobrar a frota de tratores.

O executivo da São Manuel relembra ainda que opção da empresa por técnicas de Agricultura de Precisão remonta ao ano de 2007 e que o início se deu por meio da instalação de piloto automático, controladores de vazão, computador de bordo nas máquinas, entre outras medidas. Segundo Ferreira, apenas as técnicas previstas na Agricultura de Precisão não significam ganhos automáticos de eficiência e produtividade da lavoura. A seu ver, é necessário, entre outras coisas, operadores capacitados e treinados. “Lá na empresa temos uma máxima de que é necessário criar um meio para que a inovação aconteça. Nesse aspecto, já estamos evoluindo para modelos matemáticos, BigData e outros instrumentos que possibilitarão processar e tirar o máximo de dados acumulados nos últimos 10 ou 15 anos”, comenta o executivo, que participou do painel Inovações da AP para cana-de-açúcar.

GANHOS REAIS – Em outro painel do ConBAP 2018, sobre formas de inovar e avançar para obter resultados positivos, foram revelados diversos ganhos efetivos de produtores com o uso de instrumentos da Agricultura de Precisão. É o caso de Joel Raganin, produtor de grãos em Goiás. Segundo ele, que começou a utilizar práticas de Agricultura de Precisão em 2003, tem conseguido grandes avanços. “Na safra 2003/04, quando iniciamos a aplicação de técnicas de AP em nossas culturas, tínhamos uma produção média de 49 sacas de soja por hectare. Hoje, nossa média está em 65 sacas por hectare. Em milho, saltamos de uma produção média de 90 sacas por hectare, para 130 sacas por hectares no mesmo período”, comenta o palestrante.


Fonte: Assessoria de imprensa ConBAP 2018
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