Agronegócio em alta aumenta investimentos no campo
08-08-2016

Área agrícola já é beneficiada pela maior remuneração das commodities, área industrial quer o mesmo

“O campo tem memória”. Esse é um ditado do produtor rural para explicar o seguinte fato: se não houver tratos culturais corretos, o campo se ressente e o resultado é a baixa produção. O problema aumenta ainda mais na cana-de-açúcar, por não ser uma cultura anual, mas sim com ciclo de pelo menos cinco anos, a economia na hora do plantio e nos tratos com a soqueira vai gerar prejuízo por vários anos.

O produtor sabe disso, mas a longa e grave crise econômica sofrida pelo setor sucroenergético fez com que muitos produtores reduzissem, muitos de forma drástica, os investimentos até mesmo em produtos básicos como fertilizantes e defensivos para controle de pragas e plantas daninhas.

Felizmente, os preços mais atrativos para os produtos da cana-de-açúcar (açúcar e etanol), para o milho, amendoim e soja, associado às perspectivas de que o mercado continuará em alta, animam produtores e usinas a voltarem a investir. Uma prova dessa retomada foi o resultado obtido pelo 12º Agronegócios Copercana, realizado em entre os dias 21 e 24 de junho, em Sertãozinho, SP, que movimentou R$ 250 milhões, valor 56, 25% maior que o registrado em 2015.

Campo bem cuidado é sinal de maior produtividade, maior produção (se o clima não atrapalhar). E como o Brasil e o mundo precisam de mais açúcar e mais etanol, as usinas têm motivo para processar mais cana, assim, as atenções se voltam para a área industrial, que aguarda ansiosa pela volta dos investimentos.

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