Amor e qualidade marcam a história dos Vinhos Dona Mariavoltar

Publicado em : 20/10/2017
Amor e qualidade marcam a história dos Vinhos Dona Maria
O enoturista pode desfrutar de almoços e jantares harmonizados no interior do palacete do século XVIII

Luciana Paiva

Um magnífico palacete do princípio do século XVIII chama a atenção dos visitantes da Quinta Dona Maria, localizada em Estremoz, ao norte do Alentejo, Portugal. Conta a história, que a Quinta foi adquirida por Dom João V – rei de Portugal de 1706 a 1750 – para oferecer a uma cortesã, Dona Maria, por quem estava perdidamente apaixonado.

No palacete, todo ornamentado com azulejos e mármoretípico da região, a beleza arquitetônica se estendeu para o exterior, no final do pátio de entrada montou-se um jardim, todo murado. A propriedade também ficou conhecida por Quinta do Carmo, em decorrência da construção, em 1752, de uma capela que foi dedicada e consagrada à Nossa Senhora do Carmo.

Há aproximadamente 150 anos se produz vinho na Quinta, mas somente em 1988, com seu atual proprietário, Júlio Bastos, é que a produção ganhou escala de produção, sendo comercializados nos mercados interno e externo os famosos Garrafeiras de 1985, 1986 e 1987, reconhecidos pela exímia qualidade.


Em 1992, Júlio Bastos, afim de assegurar o seu crescimento e, ao mesmo tempo, o escoamento da produção, vendeu 50% da Sociedade Agrícola Quinta do Carmo aos DomainesBarons de Rothschild (Lafite). E a adega da Quinta do Carmo foi transferida para a Herdade das Carvalhas, propriedade pertencente à Sociedade.

Com o tempo, a vontade de Júlio de voltar a fazer o próprio vinho falou mais alto. Em 2001 vendeu a sua participação na Sociedade Agrícola Quinta do Carmo, e deu início aos Vinhos Dona Maria. No mesmo ano, adquiriu uma propriedade paraa plantação de novas vinhas. Em 2002 comprou uma área ao lado da primeira, mas já com vinhedo formado, que atualmente têm mais de 50 anos, e representam uma herança genética de mais de um século.

Atualmente, a Dona Maria conta com 80 hectares de vinhas, 12 são de uva Branca e 68 de uva Tinta. No campo, o trabalho está a cargo do engenheiro agrônomo Bernardo Magalhães, que nos levou para conhecer os parreirais. A altitude do terreno é de aproximadamente 450 metros, as amplitudes térmicas diárias elevadas, com noites frescas e dias quentes, promovema maturação ideal das uvas.

O vinhedo está, em sua maioria, em terrenos ricos argilosos, com alguma influência calcária e ótima retenção de humidade. O que facilita a não realização de irrigação. A menor quantidade de água provoca estresse hídrico, o que reduz a produção, porém, melhora muito a qualidade da uva, aumentando o seu açúcar natural.

Bernardo direciona todo o seu carinho nos tratos culturais dirigidos aos vinhedos, e com uma dedicação especial aos que têm mais de 50 anos, para que se mantenham saudáveis e produtivos por muito mais tempo. “Essa vinha, realmente, produz bem menos que a nova, mas a qualidade de sua uva é fantástica. O nosso foco não é o volume, massim a produção de excelentes vinhos”.

Se o vinho se faz no campo, Bernardo tem feito a parte dele e entrega uma matéria-prima especial para a adega. Sãoas castas Tintas Alicante Bousche, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Syrah, Petit Verdot e Aragonês. E BrancasViognier, Viosinho, Arinto e Antão Vaz.

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Fonte: CanaOnline
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