Áreas reflorestadas por usinas de cana-de-açúcar crescem em SP e MGvoltar

Publicado em : 01/11/2017
Áreas reflorestadas por usinas de cana-de-açúcar crescem em SP e MG
Conservação e ampliação das matas ciliares contribui para a preservação dos solos e de recursos naturais e hídricos. Foto: Divulgação Siamig

O número total de nascentes declaradas pelo setor saltou de 8.700 na safra 2009/10 para 9.280 na safra 2013/14

Um estudo conduzido pelo Instituto Florestal estimou um déficit de cobertura florestal de mata ciliar de 1.000.000 hectares no Estado de São Paulo. Deste total, aproximadamente 30% estava em áreas rurais administradas por usinas e fornecedores de cana. Devido ao claro papel que o setor podia desempenhar na recuperação dessas áreas, o governo do Estado de São Paulo, representado pelas Secretarias do Meio Ambiente (SMA) e da Agricultura e Abastecimento (SAA), assinou com o setor sucroenergético, representado pela União da Indústria da Cana de Açúcar (UNICA) e pela Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (ORPLANA), um protocolo de boas práticas agroambientais. Entre as diretivas, destacava-se a recuperação de matas em nascentes e a proteção das áreas de preservação de outros cursos d’água.

Apenas alguns anos após a assinatura do protocolo, resultados expressivos puderam ser observados. O número total de nascentes declaradas pelo setor saltou de 8.700 na safra 2009/10 para 9.280 na safra 2013/14. As áreas ciliares das usinas signatárias também registraram aumento, saindo de 160 mil hectares para 233 mil hectares no mesmo período.

Em relação às áreas ciliares dos fornecedores de cana, houve um aumento de cerca de 3.300 hectares de áreas ciliares entre as safras 2009/10 e 2013/14. A proteção dessas áreas aumentou de 73% para 83% no mesmo período, devendo atingir 100% no ciclo atual.

Mas não é apenas as usinas do Estado de São Paulo que se preocupam com o assunto. Em 2008, o Estado de Minas Gerais também assinou um protocolo de boas práticas agrícolas, instituindo que, até o final de 2018, cerca de dois mil hectares devem ser reflorestados com mais de três milhões de mudas nativas. O gerente de meio ambiente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (SIAMIG), Jadir Silva Oliveira, afirma que tanto as usinas do estado quanto os fornecedores de cana tomaram para si a responsabilidade de recuperar e preservar as APPs do Estado.

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Fonte: CanaOnline
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