Bagaço de cana ilumina quase um quarto das residências do estado de São Paulovoltar

Publicado em : 10/02/2015
Bagaço de cana ilumina quase um quarto das residências do estado de São Paulo

Somente em 2014, a biomassa gerou 20,732 GW/h para a rede elétrica nacional

Considerando dados de 2013 e 2014, a biomassa gera em torno de 4,5% do consumo de energia elétrica do Brasil, sendo que a cana-de-açúcar corresponde a mais de 80% de todas as fontes de biomassa utilizadas no país.
Segundo ranking de 2010, o Brasil é o segundo país com maior capacidade instalada no mundo de energia da biomassa, atrás apenas dos Estados Unidos. Os outros países que ocupam as primeiras posições deste ranking produzem energia a partir de fontes de biomassa diversas, como cavaco de madeira.
Somente em 2014, a biomassa gerou 20,732 GW/h para a rede elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar), no Estado de São Paulo, na safra 2013/14, para uma moagem de 348 milhões de toneladas de cana, a biomassa produziu para a rede 8.341 GW/h. Toda geração exportada pelas usinas paulistas na última safra equivale, segundo o Protocolo Agroambiental, a 22% do consumo residencial anual do estado.
O governo federal está até mais sensível aos benefícios da biomassa, na opinião de Zilmar. Mas não na velocidade que poderia ser. Afinal, o país enfrenta crise hídrica, com risco de apagão no horizonte. E, em contrapartida, o estímulo à bioeletricidade poderia ajudar na recuperação da cadeia sucroenergética, mergulhada em uma crise nos últimos anos. Mas ainda faltam políticas públicas de longo prazo que deem segurança ao investidor.
“A biomassa tem importância estratégica para o país”, lembra Zilmar. E os números deixam isso bem claro. Se em 2014 o setor sucroenergético gerou quase 21 mil GW/h para a rede, se todo o bagaço e palha fossem aproveitados pelas usinas seria possível gerar seis vezes mais energia do que este patamar de 21 GW/h.
“Este é um número teórico, e não seria possível concretizar da noite para o dia. Mas se houver um sinal econômico com dois ou três anos de antecedência, o setor sucroenergético consegue ampliar a geração de energia significativamente.”

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Fonte: CanaOnline
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