Biofábrica da Usina Caeté reforça uso de bioinsumos no canavial
29-10-2026

Durante o Tour da CanaOnline à Usina Caeté, em São Miguel dos Campos (AL), Lilian Renata, agrônoma trainee responsável pelas fábricas de fertilizantes e bioinsumos, apresentou a biofábrica inaugurada em 23 de julho de 2024. A unidade já abastece a matriz e a unidade Marituba e produz 11 microrganismos utilizados em diferentes etapas do manejo da cana-de-açúcar, do plantio às aplicações via vinhaça, adubação foliar e aérea.

A estrutura conta com seis biorreatores de 2 mil litros, destinados à multiplicação individual de fungos e bactérias. A produção é automatizada e acompanhada por um sistema que controla todas as etapas, inclusive a limpeza dos equipamentos. O processo de higienização dura 3 horas e 40 minutos e, caso não seja concluído, o sistema impede o início de um novo cultivo.

O tempo de produção varia conforme o microrganismo: bactérias levam, em geral, 48 horas; a Pseudomonas fluorescens, 24 horas; e os fungos, cerca de 72 horas. Depois de liberados pelo controle de qualidade, os produtos seguem para tanques de armazenamento refrigerado e são enviados ao campo conforme a demanda, normalmente em curto prazo. Em condições adequadas, a maioria pode permanecer estocada por até 20 dias.

A Hubio Agro é parceira técnica da operação e fornece cepas, liófilos, meios de cultura, sistema de automação e suporte técnico. No laboratório, amostras dos inóculos ativados e do produto final são analisadas para avaliar a atividade microbiológica, o aspecto, a cor e a presença de possíveis contaminantes.

Segundo Lilian, a automação reduz o contato humano com os bioinsumos e ajuda a preservar a concentração e a qualidade até a aplicação. O cuidado se estende à logística: dois caminhões refrigerados foram adaptados para o transporte, enquanto recipientes resistentes ao calor conservam o material no campo até o momento do uso.

Confira os detalhes no vídeo