Biosev anuncia aumento de capital

O aumento de capital, de no mínimo US$ 1,05 bilhão, faz parte do acordo de renovação e extensão de 67% do endividamento bancário total da Companhia e visa fortalecer a sua estrutura de capital.

A Biosev, uma das líderes do setor sucroenergético, anuncia que o Grupo Louis Dreyfus, acionista controlador da Companhia, fará uma contribuição de capital equivalente a cerca de US$ 1,05 bilhão, por meio de um Adiantamento para Futuro Aumento de Capital (AFAC).

O aumento de capital é parte das medidas aprovadas pelo Conselho de Administração para fortalecer a estrutura de capital da Biosev, da qual fazem parte a renovação e extensão de 67% do endividamento bancário da Companhia com 11 instituições financeiras, no valor de R$ 3,66 bilhões, conforme demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2017.

Do valor total do aumento de capital social, cerca de US$ 800 milhões serão utilizados para reduzir passivo relacionado a pré-pagamentos comerciais e contratos de compra e venda para fins de exportação contratados com partes relacionadas. O restante, cerca de US$ 250 milhões, será utilizado para fortalecer o caixa da Biosev e para o curso normal das operações.

O resultado desta negociação com os bancos irá alongar em cinco anos o prazo de vencimento da dívida da Companhia, acima mencionada, com um período de carência para a amortização principal de três anos. Ao mesmo tempo, a taxa de juros deste endividamento bancário será reduzida tanto em reais quanto em dólares.

O aumento de capital e a renovação do endividamento bancário irão fortalecer a estrutura de capital da Biosev, por meio do aumento do patrimônio líquido da Companhia, entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4,8 bilhões, dependendo do exercício do direito de preferência pelos acionistas minoritários da companhia. Adicionalmente, o calendário de amortização da dívida da Companhia terá melhora significativa.

Neste contexto, o Conselho de Administração da Biosev recomendou aos acionistas a aprovação de um aumento de capital social por subscrição privada em até R$ 4,8 bilhões, com possibilidade de homologação parcial em caso de subscrição do valor mínimo de R$ 3,5 bilhões. O Conselho também recomendou o preço de emissão de R$ 4,32 por ação, com a emissão entre 801 milhões e 1,1 bilhão de ações ordinárias.

“O aumento de capital proposto e o resultado da negociação com os bancos permitirão à Companhia reduzir custos e aumentar a geração de caixa que, juntamente com melhorias no desempenho operacional, aumentarão nossa resiliência ao longo dos ciclos de commodities”, afirma Rui Chammas, diretor presidente da Biosev.

Letícia Volponi

Marcus Pilão