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Cenário positivo deve alavancar investimentos em cogeração da biomassa e em plantas de biogás

Newton Duarte, presidente-executivo da Cogen, e Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da Unica, são os entrevistados da jornalista Luciana Paiva

A cogeração a partir da biomassa de cana representa aproximadamente 62% de toda a cogeração existente no país.

O Estado de São Paulo lidera em capacidade e número de unidades sucroenergéticas que cogeram energia. São 210 usinas, correspondendo a 6,006 GW. Na sequência, vem Goiás, com 33 usinas e 1,387MW. Minas Gerais, com 44 usinas e capacidade de 1,339GW. Mato Grosso do Sul conta com 23 usinas e 1,085 GW. Já o Paraná está em quinto, com 27 usinas e 0,488GW. No Nordeste, Alagoas conta com 21 usinas e 0,331GW e Pernambuco tem 19 usinas e 0,301GW.

A energia cogerada pelas usinas movidas a bagaço de cana é responsável pela preservação de 16 pontos percentuais nos reservatórios de água do Sudeste/Centro-Oeste (dados referentes a 2019).

Isso significa que essa energia ajuda significativamente a evitar políticas de racionamento de água e na modicidade tarifária para o consumidor. Mas, atualmente, o Brasil utiliza somente 15% do potencial de geração de energia elétrica pelo setor sucroenergético.

Segundo a EPE (2020), dentre as 366 usinas a biomassa de cana-de-açúcar em operação em 2019, 220 comercializaram eletricidade (60% do total de usinas). Dessa forma, havia um total de 146 usinas que ainda não oferta excedentes de energia elétrica para a rede (40% do total em operação em 2019), mostrando o potencial de geração renovável e sustentável de energia elétrica presente no setor sucroenergético brasileiro.

De acordo com Zilmar de Souza, gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o setor pode utilizar pelo menos 30% de seu potencial de geração de energia elétrica. E esse potencial pode aumentar, pois são boas as perspectivas para bioeletricidade, o que deve alavancar investimentos em cogeração da biomassa e em plantas de biogás.

Confira como está o panorama da cogeração nesta vídeo-entrevista com o Zilmar e com Newton Duarte, presidente-executivo da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (COGEN):