Com novas soluções tecnológicas, São Martinho prevê economia na colheita de cana
10-09-2021

Grupo implementa inovações da Hexagon e espera gastar até R$ 3 a menos por tonelada

A São Martinho está implementando soluções desenvolvidas pela divisão de agricultura da Hexagon e projeta economizar cerca de R$ 2 a R$ 3 por tonelada de cana-de-açúcar colhida no futuro — o que corresponde atualmente a R$ 72 milhões, dado o tamanho da produção da companhia sucroenergética.

Entre as novidades, a frota de caminhões do grupo passa a conta com um aplicativo de sugestão de rotas, semelhante ao serviço prestado pelo Waze em vias públicas, para otimizar a logística em quase 350 mil hectares e mais de 22 mil quilômetros de estradas na área total da empresa.

Quando um veículo se desvia da rota ou vai contra outro parâmetro estabelecido, a equipe da sala de controle das usinas, chamada de Comando de Operações Agrícolas (COA), recebe um sinal de alerta e pode contatar os operadores via rádio. O próximo passo será tornar essa comunicação possível diretamente pela tela do computador de bordo, por meio de um aplicativo que já está sendo desenvolvido pela Hexagon.

O pacote tecnológico também inclui sistemas de transmissão e sensoriamento, além de softwares para planejamento, otimização e integração de dados e processos. Todos os equipamentos agrícolas da São Martinho receberam computadores de bordo da Hexagon, que captam e processam informações. Com eles, os gestores do grupo conseguem acompanhar as frotas e operações em tempo real à distância.

“O resultado é a melhoria da eficiência de uma série de operações com impactos significativos na economia de recursos, como a redução do consumo de combustível pelos nossos veículos agrícolas”, diz o gestor de Inovação da São Martinho, Walter Maccheroni. De acordo com a empresa, com as tecnologias já implementadas a economia de combustível chegou a R$ 3 milhões na safra 2019/20.

A parceria entre as empresas começou em 2018 e prevê, ainda, tecnologias para a integração de sistemas de apoio e rastreabilidade da matéria-prima.

Fonte: Valor Econômico