Complexo ninfas-adultos da cigarrinha causa grandes prejuízos aos canaviais
14-09-2021

Danos causados pela cigarrinha podem dizimar até 70% da produtividade do canavial. Foto: Arquivo CanaOnline
Danos causados pela cigarrinha podem dizimar até 70% da produtividade do canavial. Foto: Arquivo CanaOnline

Controle deve incluir todas as fases do desenvolvimento da praga. Maxsan, da IHARA, é o único inseticida do mercado que age sobre os ovos, ninfas e adultos

Leonardo Ruiz

Na última quarta-feira (08), a IHARA realizou um evento on-line para difundir informações sobre o controle da cigarrinha-da-raízes, praga de elevada importância para o setor sucroenergético nacional em função dos altos prejuízos, seja à produtividade das áreas ou à qualidade da matéria-prima.

Uma das debatedoras do encontro, a pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Leila Luci Dinardo-Miranda, afirmou que a intensidade dos danos da cigarrinha dependerá de três fatores principais: população; variedade e idade/tamanho da planta ao sofrer o ataque.

“A questão da população é bastante óbvia. Quanto maior, maior será o dano. Com relação à influência da variedade, conheço apenas um material tolerante a praga: IACSP96-7569. De resto, todos são suscetíveis, sendo que o nível de susceptibilidade varia bastante. Têm variedades que perdem de 60% a 70% da produtividade, enquanto outras, de 10% a 20%.”

O terceiro fator – idade/tamanho da planta ao sofrer o ataque – também interfere na intensidade dos danos. “Uma cana de final de safra é menor durante o ataque da cigarrinha. Por conta disso, as plantas acabam sofrendo muito mais e registram quedas de produtividade superiores do que os vistos em uma cana colhida em maio”, exemplifica Leila.

Esses três fatores também devem ser levados em conta na hora de criar uma agenda de amostragem e controle. Para essa tarefa, a pesquisadora recomenda a elaboração de uma matriz de manejo. Composta por nove caselas, essa matriz cruza informações das variedades cultivadas em cada área com as épocas de colheita. “Canaviais colhidos no final de safra e formados com variedades muito suscetíveis, por exemplo, devem ser priorizados. É o caso de uma RB855536 colhida em outubro/novembro, que terá prioridade perante uma RB966928 colhida em abril/maio.”

Maxsan é o único inseticida que controla todas as fases da cigarrinha

Na visão do consultor e sócio-diretor da Global Cana, José Francisco Garcia, é a junção das duas fases da cigarrinha (ninfas e adultos) que ocasiona grandes prejuízos à cultura. “Com danos que iniciam no canavial e terminam na indústria, é importante que o setor fique atento ao manejo para que possamos diminuir ao máximo as perdas.”

Único inseticida do mercado que controla todas as fases de desenvolvimento da cigarrinha, o Maxsan é um grande aliado na proteção dos canaviais. Tecnologia inédita no Brasil, ele apresenta dois mecanismos de ação distintos, entregando o maior efeito de choque e residual do mercado. O produto se destaca, ainda, pela sua alta sistemicidade, ou seja, capacidade de se translocar por toda a planta.

Maxsan é o único inseticida para cigarrinha com efeito 4MAX

Foto: Divulgação IHARA

Durante o evento, profissionais da IHARA detalharam os resultados obtidos com o produto ao longo das últimas duas safras, como redução de 50% na oviposiçã
o, de 25% na viabilidade dos ovos e de 75% na quantidade de ninfas e adultos. “Isso acaba gerando um círculo vicioso, pois o produto, além de controlar o complexo ninfas-adultos com alta eficácia, tem impacto positivo no banco de ovos, auxiliando na diminuição das gerações seguintes.”

O reflexo desses números na produtividade e qualidade da matéria-prima é algo que chama atenção. Durante o encontro da IHARA, foram mostradas áreas tratadas com Maxsan que entregaram 13 toneladas de cana a mais por hectare do que a testemunha. Já a cana entregue à indústria apresentou menor quantidade de compostos fenólicos e amido e, consequentemente, maior pol.

Fonte: CanaOnline