Complexo sucroalcooleiro contribui para recorde das exportações do agronegócio em 2025
09-01-2026
Agro brasileiro soma US$ 169 bilhões em vendas externas, responde por quase metade do comércio exterior e amplia superávit
O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com exportações de US$ 169,2 bilhões, crescimento de 3% em relação a 2024, consolidando participação de 48,5% nas vendas totais do país ao exterior. O desempenho refletiu a elevação de 3,6% no volume embarcado, suficiente para compensar a leve retração de 0,6% nos preços médios em um cenário internacional marcado por volatilidade e pressões comerciais.
As importações de produtos agropecuários somaram US$ 20,2 bilhões, alta de 4,4% na comparação anual. Com isso, a corrente de comércio do setor atingiu US$ 189,4 bilhões e o superávit da balança do agronegócio fechou o ano em US$ 149,07 bilhões. Em dezembro, as exportações alcançaram US$ 14 bilhões, recorde histórico para o mês, enquanto o saldo mensal ficou em US$ 12,38 bilhões.
Cadeia sucroalcooleira reforça protagonismo ao lado dos grandes complexos exportadores
Entre os principais vetores do resultado de 2025 esteve o complexo sucroalcooleiro, que manteve papel central na pauta ao integrar açúcar, etanol e coprodutos energéticos. A combinação entre oferta competitiva, eficiência industrial e demanda externa por alimentos e energia renovável sustentou o desempenho do segmento, ao lado do complexo soja, das proteínas animais e do café.
A estratégia de diversificação de produtos e destinos adotada pelo governo federal, com atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Itamaraty, do MDIC e da ApexBrasil, resultou na abertura de 525 novos mercados desde 2023. Essas iniciativas já adicionaram cerca de US$ 4 bilhões em receitas cambiais e ampliaram a resiliência do setor diante de barreiras comerciais, casos sanitários e oscilações de preços internacionais.
No recorte por destinos, a China permaneceu como principal compradora dos produtos agropecuários brasileiros, com US$ 55,3 bilhões, seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Também houve avanço expressivo em mercados como Paquistão, Argentina, Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México.
Entre os produtos, a soja liderou o faturamento com US$ 43,5 bilhões e volume recorde de 108,2 milhões de toneladas. As carnes bovina, suína e de frango alcançaram níveis históricos de produção e exportação, enquanto o café se beneficiou de preços internacionais elevados. O complexo sucroalcooleiro, por sua vez, manteve contribuição relevante para o saldo comercial ao combinar escala produtiva, diversificação industrial e alinhamento às agendas de sustentabilidade e transição energética.

