Contratos futuros do açúcar encerraram com leve alta em Nova York e Londres
08-01-2024

Os contratos futuros do açúcar encerraram, na sexta-feira (5), com leve alta nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado reage ao término da safra 2023/24 no Centro-Sul do Brasil, com expectativas favoráveis para a próxima temporada devido às condições climáticas propícias aos canaviais. A demanda pelo açúcar brasileiro permanece aquecida, evidenciada pelas exportações de dezembro, que totalizaram 3,853 milhões de toneladas, um aumento de quase 75% em relação ao mesmo período de 2022.

Em contrapartida, o clima continua a impactar as safras de Índia e Tailândia. A produção de açúcar das usinas indianas, entre 1º de outubro e 31 de dezembro, registrou uma queda anual de 7,6%. De acordo com informações da Barchart, o Departamento de Meteorologia da Índia revelou que as chuvas de monções deste ano (junho-setembro) ficaram 6% abaixo da média, marcando as monções mais fracas em cinco anos.

Quanto à Tailândia, a Reuters reportou a expectativa de que o país asiático produza entre 8 e 8,5 milhões de toneladas de açúcar no ciclo de produção de 2023/24, representando uma redução de aproximadamente 25% em comparação ao ano anterior.

Bolsas internacionais 

Em Nova York, na ICE Futures, todos os contratos encerraram com valorização. O contrato de março/24 registrou uma alta de 3 pontos, atingindo 21,11 centavos de dólar por libra-peso. Da mesma forma, o contrato de maio/24 teve um aumento de 1 ponto, sendo negociado a 20,74 centavos de dólar por libra-peso.

Na ICE Europe, em Londres, a tendência foi semelhante. O contrato de março/24 manteve o valor de US$ 607,10. Já o contrato de maio/24 apresentou uma alta de 0,30 centavos, sendo negociado a US$ 595,90.

Açúcar cristal 

O açúcar cristal fechou em queda no Indicador do Cepea/Esalq da USP, registrando uma redução de 2,19% em comparação ao dia anterior. A saca de 50 quilos foi negociada a US$ 595,90.

Etanol hidratado 

No que diz respeito ao etanol hidratado, observou-se uma pequena redução, conforme indicado pelo Indicador Diário de Paulínia. As usinas negociaram o biocombustível a R$ 1.971,00/m³, representando uma diminuição de 0,08% em relação ao dia anterior.

Letícia Giacometti

Fonte: Agência UDOP de Notícias