Controle do Sphenophorus exige agilidade e manejo em área total
01-10-2026

Durante o Sphenophorus Summit, promovido pela Syngenta em Ribeirão Preto (SP), representantes de usinas e produtores compartilharam estratégias para conter o avanço da praga nos canaviais. Conduzido por Leandro Bomcompagni, gerente de marketing cana da Syngenta, o debate reuniu Marcel Prates, da Usina Cerradão; Júlio Márcio, da Agrícola Agrodoce; e Fernando Tersi, da Usina Vista Alegre

Fernando Tersi, da Usina Vista Alegre, ressaltou que o momento da operação é decisivo para a eficiência do controle. Segundo ele, a praga não acompanha o fluxo de caixa da empresa e, por isso, não é eficaz adiar o corte de soqueira por até 60 dias após a colheita.

O prazo médio, que antes chegava a 60 dias, caiu para cerca de 20 e depois para 15 dias. Tersi alertou, porém, que a média isolada pode mascarar atrasos: ao detalhar os dados, a equipe constatou que quase metade das operações ainda era realizada após 20 dias. Para ele, esse resultado mostra que ainda há espaço para melhorar a agilidade do manejo.

Júlio Márcio, da Agrícola Agrodoce, contou que a empresa decidiu, há cerca de cinco anos, adotar o controle em área total e priorizar a execução das operações no momento correto. Nos últimos três anos, o manejo passou a abranger 100% da área com aplicação localizada de vinhaça, inclusive em volumes elevados.

A operação utiliza 54 metros cúbicos de vinhaça por hectare. De acordo com Júlio Márcio, a vinhaça registra média de 2,5 quilos por hectare ao longo da safra, podendo chegar a 3 quilos por hectare. Ele atribui parte dos resultados à combinação do tratamento em toda a área com a vinhaça acrescida de outros produtos, entre eles o inseticida.

Marcel Prates, da Usina Cerradão, afirmou que a unidade também realiza aplicações em área total, com índices variados. Reforçou que o cortador de soqueira deve entrar logo após o corte e a colheita.

A estratégia busca aproveitar os tocos recém-cortados para atrair o inseto e favorecer o contato com o inseticida. Na avaliação de Prates, a discussão evidenciou o “poder do 1%”: pequenos avanços sucessivos na operação podem fortalecer o controle da praga em toda a área.

Confira o vídeo: