Copersucar lidera nos créditos de descarbonização, com a marca de 5 milhões de CBios
03-06-2021

Luís Roberto Pogetti diz que usinas de cana vêm com um controle mais detalhado do ciclo de vida do produto. Divulgação
Luís Roberto Pogetti diz que usinas de cana vêm com um controle mais detalhado do ciclo de vida do produto. Divulgação

A maior cooperativa do país, a Copersucar, uma gigante global que atua em negócios de açúcar e etanol, acaba de atingir um feito histórico, anunciado hoje (2).

Fonte: Forbes Agro

No dia 24 de maio, as usinas sócias da Copersucar atingiram a marca inédita de 5,2 milhões de CBios (créditos de descarbonização) escriturados. Essa quantidade coloca a cooperativa na liderança do RenovaBio (Política Nacional de Biocombustíveis), respondendo a 15,4% dos créditos de carbono emitidos no programa desde 2020.

Como um CBio corresponde a uma tonelada de gases do efeito estufa (GEE) que deixaram de ser lançados na atmosfera, a Copersucar evitou o lançamento de mais de 5,2 milhões de toneladas de carbono. Trocando em miúdos, seriam necessárias 36,4 milhões de árvores, crescendo por 20 anos, para alcançar um resultado semelhante.  A cooperativa reúne 20 grupos econômicos, donos de 33 usinas de cana-de-açúcar espalhadas por São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás.

“Com um controle mais detalhado do ciclo de vida do produto, a Copersucar tem conseguido melhorar as NEEAs (notas de eficiência energético-ambientais) das suas usinas, ampliando, assim, a oferta de CBios para o mercado”,  afirma Luís Roberto Pogetti, presidente do conselho de administração da Copersucar. “A gestão dos indicadores ambientais realizada pela Copersucar e por suas usinas sócias tem tornado mais notória a contribuição atual do etanol na luta contra a mudança do clima e o futuro papel deste combustível renovável na transição para uma mobilidade de baixo carbono.”

No ano passado, a melhor nota a uma unidade de produção de etanol certificada no programa foi concedida à Usina São Francisco. Cinco usinas associadas já passaram pela recertificação no programa, tendo evolução de até 25% em suas notas. Outras unidades devem também passar pelo processo nos próximos meses. Isso significa que a quantidade de CBios gerada por litro de etanol comercializado deve crescer.

A instituição dos  CBios contribui para que o país cumpra os compromissos assumidos no Acordo de Paris, através da produção de biocombustíveis. “O programa é um excelente instrumento para colocar o Brasil em destaque durante a COP-26, encontro que acontece em novembro, na cidade de Glasgow, Escócia, e que deve aprofundar a regulação da precificação no mercado futuro, tornando o carbono uma commodity mundial”, diz Pogetti.