Empresas do setor sucroenergético de MG querem maior equidade de gênero
16-03-2021
O setor sucroenergético de Minas Gerais quer aumentar o número de mulheres no quadro de funcionários, com uma busca maior da equidade de gênero. Nessa época do ano, quando as contratações aumentam em função do início da safra de cana-de-açúcar em abril, uma série de campanhas e ações têm sido direcionadas às mulheres, a fim de que se candidatem às vagas.
Na Agropéu (Agroindustrial Pompéu), região Central de Minas, as campanhas para contratação de mão-de-obra contam com uma foto de mulher e o mote “Traga sua energia feminina para a Agropéu”.

De acordo com a Supervisora de Recursos Humanos, Laudeane Castro, a empresa decidiu abraçar a diversidade, quebrar tabus consolidados e mostrar que todas as atividades operacionais da empresa são aplicáveis às mulheres.
Laudeane Castro
“A safra de cana-de-açúcar tem um volume grande de contratação de mão-de- obra e queremos mostrar à comunidade que não existe limitação para as mulheres na empresa. Queremos quebrar paradigmas e abrir a empresa à equidade de gênero”, afirma Laudeane. Segundo ela, a campanha na rede social da empresa (Linkedin, Instagram, Facebook) e internamente, está surtindo efeito, com a contratação já realizada de 40 mulheres.
“Já temos mulheres na área operacional, mas não no parque industrial e agora estamos contratando para a destilaria, tratamento do caldo, fábrica de açúcar. O laboratório vai ser 100% feminino”, comemora Laudeane. A empresa está na fase final de seleção das safristas e espera que, no próximo ano, o número de contratação de mulheres na empresa seja ainda maior.
Coruripe
Na Usina Coruripe, uma das maiores empresas produtoras de açúcar e etanol de Minas Gerais, a equidade de gênero e respeito às mulheres são pontos importantes entre os valores do grupo. A empresa tem se destacado nas ações de valorização feminina, com a meta de aumentar para 20% o número de colaboradoras até o final da safra de 2022, estabelecida no início do ano passado.
Segundo a coordenadora de irrigação da Usina Coruripe e líder do “comitê da mulher” na empresa, Sandra Maria da Silva, foi idealizado um banco de talentos totalmente direcionado às mulheres, com o objetivo de cumprir a meta. “O foco foi apurar qual o perfil da mulher que trabalha ou quer trabalhar na Coruripe e entender como podemos ajudá-la, também, a potencializar suas habilidades”, explica Sandra.
Sandra Maria da Silva
Sandra explica que além de campanhas para ampliar o número de mulheres na empresa, foi identificada a necessidade de capacitar mais as mulheres que já trabalham na empresa, com a destinação de parte das vagas do programa de bolsa de estudos exclusivamente para “elas”. “Este ano, 50% das vagas do programa de bolsa de estudos passaram a ser destinadas exclusivamente às mulheres. O programa inclui bolsas de 100% em cursos técnicos; de 50% a 80% em cursos de graduação e pós-graduação; e de 75% em idiomas”, destaca.
Os debates promovidos pelo “Comitê da Mulher”, que tem seis anos de atividades, já permitiram a incorporação de diversas práticas para a equidade de gênero, como a ampliação da licença-maternidade para seis meses, campanhas pela saúde da mulher e ações específicas de qualificação e inserção de aprendizes do sexo feminino nos programas de aprendizagem, entre outras.
A iniciativa ajuda a desenvolver uma cultura organizacional focada em inclusão, além de respaldar a importância do tema para as lideranças e colaboradores da empresa. “Aquela mentalidade de usina que se tinha na década de 1980, como um local de trabalho bruto e que não era lugar de mulher, está dando espaço para um ambiente diverso e incluso”, afirma.
Colaboradora Coruripe campo
Assim como a Agropéu, a Usina Coruripe integra o movimento global Princípios do Empoderamento das Mulheres, promovido pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global das Nações Unidas. A parceria permite a troca de experiências a respeito das melhores práticas para a igualdade entre os gêneros no ambiente dos negócios.
Assessoria

