Engeo Pleno S apresenta excelente comportamento em aplicação junto à vinhaça localizada
13-07-2021

Professor da FCA/UNESP, Caio Carbonari alerta que nem todos os inseticidas presentes no mercado terão bom comportamento nessa modalidade. “O produto deve contar com formulação e características físico-químicas adequadas”. Foto: Banco de dados Internet
Professor da FCA/UNESP, Caio Carbonari alerta que nem todos os inseticidas presentes no mercado terão bom comportamento nessa modalidade. “O produto deve contar com formulação e características físico-químicas adequadas”. Foto: Banco de dados Internet

Em junho, Syngenta realizou o Encontro “Inovamos Junto com Você no Controle do Sphenophorus”, no qual debateu as melhores práticas de manejo da praga

Leonardo Ruiz

Um estudo encabeçado pela Syngenta em parceria com a Global Cana – Soluções Entomológicas e a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, Campus de Botucatu, busca avaliar os possíveis benefícios de aplicar um inseticida junto a vinhaça localizada. Até o momento, foram observados redução do custo operacional (em decorrência da menor necessidade de entradas com o cortador de soqueiras), redução da emissão de gases poluentes (devido ao aproveitamento da operação) e melhor distribuição do inseticida sobre o solo (mesmo em áreas com presença de palha).

No entanto, o professor da FCA/UNESP, Caio Carbonari, alerta que nem todos os inseticidas presentes no mercado terão bom comportamento nessa modalidade. “O produto deve contar com formulação e características físico-químicas adequadas.”

Segundo ele, o Engeo Pleno S – inseticida da Syngenta – tem se mostrado altamente promissor, graças a mistura do Tiametoxam ao Lambda-cialotrina. “Por ser de alta solubilidade, o Tiametoxicam possui grande mobilidade no sistema palha, com boa distribuição junto a vinhaça. Além disso, no solo ele é degradado em Clotianidim, que continua tendo atividade inseticida. Então, o primeiro passo de degradação do Tiametoxicam gera outro inseticida, menos móvel e mais persistente.”

Já o Lambda-cialotrina, por sua vez, é de baixíssima solubilidade, com menor chance de passagem pela palha. “Mas é nesse ponto que entra a questão da formulação. Esse ativo vem encapsulado, envolvido por um polímero que o protege. Como benefícios, destaco sua boa distribuição no tanque, melhor passagem pela palha, não lixiviamento e liberação mais lenta, contribuindo para um longo residual.”

Na visão de Carbonari, é a combinação dessas características que garante versatilidade e equilíbrio ao produto. “Lembrando que nem Tiametoxam ou Lambda-cialotrina são ionizados, ou seja, são produtos que sofrem pouco ou nenhum efeito do PH. Na modalidade estudada, que substitui a água pela vinhaça, isso se torna ainda mais importante, pois seu comportamento não sofrerá alteração. Nem mesmo a alta temperatura do resíduo terá efeitos negativos no Engeo Pleno S.”

Detalhes desse experimento, bem como os resultados obtidos até o momento, foram apresentados durante o encontro “Inovamos Junto com Você no Controle do Sphenophorus”, evento on-line realizado em junho pela Syngenta. Além de debater a biologia da praga e as diferentes estratégias de manejo, o evento foi palco para a apresentação de tecnologias que podem ser empregadas para o controle, como a inovação presente em Engeo Pleno S. Durante a abertura, houve ainda uma contextualização do mercado atual de açúcar e etanol feita por Caio Carvalho, diretor da Canaplan, que abordou a conjuntura macroeconômica no qual usinas e fornecedores estão se deparando no dia a dia.

Assista ao evento completo clicando nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=hFKedJzNGWM