Fenômeno climático “El Niño” pode impactar a safra canavieira 2024/25 na região Nordeste
22-08-2024

Irrigação possui um papel fisiológico de evitar que a cultura passe por estresse oxidativo que possa ocasionar quedas de produtividade agrícola. Foto: Divulgação Netafim
Irrigação possui um papel fisiológico de evitar que a cultura passe por estresse oxidativo que possa ocasionar quedas de produtividade agrícola. Foto: Divulgação Netafim

A adoção da irrigação é preponderante para tornar a atividade viável do ponto de vista econômico

As boas condições climáticas de 2022/23 são as principais responsáveis pelo aumento de produção de cana na região Nordeste. Maiores índices pluviométricos e precipitações bem distribuídas durante as fases mais importantes da cultura tiveram um impacto positivo no desenvolvimento dos canaviais e, consequentemente, na produtividade agrícola da safra 2023/24.

No entanto, os produtores devem ficar alertas para o próximo ciclo – com início da moagem previsto para setembro deste ano -, uma vez que a ocorrência do fenômeno climático “El Niño” em 2023 trouxe vários eventos caracterizados por ondas de calor com temperaturas acima da média e ausência de chuvas e que podem impactar negativamente nos números de produção de 2024/25.

Essas oscilações mostram como o fator “clima” impacta a produção de cana-de-açúcar, mesmo em regiões com condições climáticas “supostamente” mais favoráveis. É o caso da Zona da Mata, faixa litorânea que se estende da Bahia até o Rio Grande do Norte, cujo clima é caracterizado por temperaturas elevadas e grande pluviosidade no outono e inverno. É na Zona da Mata também que se concentra grande parte da produção canavieira do Nordeste.

A especialista agronômica em cana-de-açúcar – Região Nordeste da Netafim, Dávilla Alves, salienta que, mesmo sob boas condições climáticas, produzir cana nessa zona é um desafio, sendo a adoção da irrigação preponderante para tornar a atividade viável do ponto de vista econômico. “Canaviais de sequeiro sofrem demasiadamente, chegando a atingir, no máximo, 65 ton/ha, isso em anos com boa pluviosidade.”

A explicação, segundo ela, tem como base a distribuição das chuvas e os ambientes de produção dos canaviais. “Os Tabuleiros Costeiros da Zona da Mata são compostos por solos predominantemente arenosos, com alta taxa de infiltração, baixa retenção hídrica e pouca matéria orgânica. Além disso, a chuva é má distribuída. Pode acontecer, por exemplo, de chover 200 mm em um único dia.”

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