Fertilizantes Heringer entra com pedido de recuperação judicial, suspende 9 unidades
05-02-2019

Fertilizantes Heringer entra com pedido de recuperação judicial, suspende 9 unidades
Fertilizantes Heringer entra com pedido de recuperação judicial, suspende 9 unidades

A Fertilizantes Heringer entrou na véspera com pedido de recuperação judicial na comarca da cidade de Paulínia (SP), "em caráter de urgência", em decisão aprovada no mesmo dia pelo conselho de administração da companhia, segundo fato relevante divulgado no fim da noite de segunda-feira.

No comunicado, a empresa destaca que foi necessário readequar sua estrutura administrativa e operacional, por meio da suspensão das atividades nas unidades de Rondonópolis (MT), Dourados (MS), Três Corações (MG), Uberaba (MG), Rio Verde (GO), Porto Alegre (RS), Rio Grande (RS), Paranaguá (PR) e Rosário do Catete (SE).

Na semana passada, a Reuters revelou que a empresa brasileira decidiu fechar várias de suas fábricas e centros de distribuição como parte de um plano de reestruturação para lidar com dívidas elevadas, de quase 3 bilhões de reais até o final do terceiro trimestre.

A companhia informou na segunda-feira que "empreendeu esforços e estudos", buscando até "potenciais investidores" para manter suas atividades, mas, "não obstante os referidos esforços", viu a situação se deteriorar.

A administração da companhia julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida adequada, no momento, para proteger a companhia de forma a possibilitar a continuidade de suas atividades, e preservar o valor da companhia, sua função social e o estímulo à atividade econômica", diz o fato relevante.

A Fertilizantes Heringer afirmou ainda que o pedido de recuperação judicial será submetido à avaliação de acionistas em assembleia geral da empresa.

A empresa tem capacidade para movimentar 6,2 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, utilizados em diversos tipos de culturas, incluindo soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar.
(Por José Roberto Gomes)
Fonte: Reuters