Fornecedores de cana iniciam plantio de inverno
24-05-2022
Apesar do preço da cana em alta, aumento do valor dos insumos preocupa produtores
Por Editoria do Gazeta Rural
Com a chegada da temporada das chuvas, o solo para o início do plantio de inverno da cana-de-açúcar já começou a ser preparado em algumas regiões produtoras do Estado. “O plantio tradicional começou a ser executado tanto pelos produtores como também pelas usinas. A cana, que vem sendo plantada agora, será colhida na próxima safra, levando à manutenção ou até ao aumento da área plantada”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Estado de Alagoas – Asplana, Edgar Filho.
Segundo o líder dos fornecedores de cana alagoanos, muitos fornecedores estão fazendo apenas o plantio de áreas de renovação só para manter a produtividade e a mesma safra em espaços já cultivados. “Por outro lado, temos casos de áreas de fundação, que são espaços novos, para aumentar a área já existente, ampliando a moagem do ano seguinte”, esclareceu.
Diante desse cenário, o presidente da Asplana destacou ainda que a safra 22/23 deve ter uma moagem ampliada. “Isso, por conta das questões de preços. Contudo, a dificuldade grande que estamos achando neste ano está no item insumos, que pode travar um pouco esse processo de aumento da área plantada no Estado”, destacou.
Neste sentido, Edgar alerta, por exemplo, para o preço elevado do adubo. “Mesmo com o dólar recuando, o adubo não está seguindo a mesma tendência. Os produtores e os industriais têm reclamado. O aumento de preço foi quase de 200% de um ano para o outro. Isso vem dificultando a questão das áreas plantadas e de novos plantios de inverno”, destacou.
Segundo ele, para tentar encontrar uma saída para esse problema, o setor deve buscar um diálogo com os fornecedores de insumos. “Afinal, se o preço da cana cair neste ano, vai ficar inviável o plantio com preço de adubo do jeito que está ocorrendo agora. Tem que ser encontrada uma saída junto ao governo e aos fabricantes para que a gente encontre um denominador comum que seja viável e a gente possa se manter na atividade”, finalizo

