GranBio recalcula a rota e investe R$ 1,5 bilhão para produção de biocombustíveis
28-01-2025

Planta alagoana vai passar de indústria de etanol celulósico para biorrefinaria, e será rebatizada como ‘Exygen’

Após desafios operacionais, a pioneira no etanol de segunda geração Bioflex decidiu repaginar a planta de São Miguel dos Campos, em Alagoas. Agora, a GranBio vai desembolsar R$ 1,5 bilhão para transformar a indústria de etanol celulósico em uma biorrefinaria, sob o novo nome ‘Exygen’. As informações são do Globo Rural.

Para iniciar o projeto, a GranBio desenvolveu um novo modelo de negócios exclusivo para suas operações, já que a empresa não processa cana-de-açúcar. Para isso, firmou parceria com três empresas da região, para aquisição do melaço que servirá de matéria-prima na produção dos biocombustíveis como etanol, biometano, biofertilizante, eMetanol e gás carbônico biogênico.

Nesta primeira fase, a Exygen está investindo R$ 40 milhões para ampliar a destilaria, com aumento da capacidade de 30 milhões para 120 milhões de litros. Em uma etapa futura, ela pode superar os 200 milhões de litros.

Neste ano, a empresa também quer investir em uma planta de biometano a partir da vinhaça de etanol no mesmo parque industrial, com investimento faseado, com pelo menos R$120 milhões neste ano.

Com o aporte, a empresa quer ganhar escala e eficiência. Além disso, a unidade agora poderá trabalhar o ano inteiro, sem a necessidade de entressafra, já que o melaço pode ser armazenado.

Dessa maneira, os custos de produção do biocombustível devem cair pela metade. A médio prazo, a companhia quer anexar uma unidade de eMetanol à biorrefinaria, para a produção do combustível de transporte marítimo.

Considerando que a planta atual foi projetada para produzir etanol de segunda geração, a mudança para o etanol convencional garantirá uma redução na emissão de gases de efeito estufa.

Fonte: DATAGRO