Grupo São Martinho não para, mais de 90% de seus 12,5 mil funcionários estão na ativa
13-04-2020
Segundo Fábio Venturelli, presidente da empresa, tomando os cuidados necessários para a não propagação do Coronavírus, a São Martinho opera próxima de sua capacidade normal
Com quatro unidades produtoras, três no estado de São Paulo e uma em Goiás, o Grupo São Martinho, um dos principais produtores de açúcar e álcool do País, mesmo com a pandemia de Coronavírus, trabalha quase que em sua normalidade. Foi o que contou Fábio Venturelli, presidente do grupo, durante uma entrevista ao vivo no Estadão nesta quarta-feira, 8.
Para o funcionamento do grupo nesse cenário de coronavírus, segundo Venturelli, foi montado um comitê de crise com vários os protocolos que visam assegurar a segurança no campo. “As primeiras medidas foram tirar de operação as pessoas que faziam parte do grupo de risco. Além disso, foram mapeados todos os processos onde a interação de pessoas acontece e como mitigar o risco do contágio dentro desses ambientes. Em nenhuma das usinas a gente tem casos (de covid-19), tivemos suspeitas que não se confirmaram”, conta.
O Grupo tem buscado levar as informações diariamente aos seus funcionários. “Lançamos alguns programas em que um líder específico recebe da gerência as informações mais atualizadas e discute com os trabalhadores. O grande caminho aqui tem sido intensificar o diálogo de forma rápida. Nossos profissionais de saúde têm feito um trabalho excepcional. De 12,5 mil colaboradores, temos uma população de 400 pessoas que atuam em escritório. Boa parte desse contingente trabalha de forma remota. Outras 300 a 400 pessoas estão dentro desse grupo de risco. A operação está acima dos 90%.
Fábio Venturelli: “a função do agronegócio é continuar trabalhando para que os alimentos e itens básicos cheguem às mãos dos consumidores”
Fábio Venturelli salienta que a função do agronegócio é continuar trabalhando para que os alimentos e itens básicos cheguem às mãos dos consumidores. “Os colaboradores do agronegócio estão na linha de frente, garantem que a alimentação continue sem interrupção. Neste sentido, o agronegócio está funcionando. Todo mundo fica apreensivo, mas focado na responsabilidade que cabe ao agronegócio.”
Fonte: CanaOnline com informações do Estadão

