La Niña mantém padrão de chuvas irregulares e eleva risco climático no verão 2026, aponta Índice CYAN
16-01-2026

Previsão climática da Cyan Analytics para janeiro, fevereiro e março indica irregularidade das chuvas, temperaturas elevadas em áreas-chave e reforça a importância do planejamento climático no agronegócio

A Cyan Analytics, agtech brasileira especializada em inteligência climática e gestão de risco para o agronegócio, divulga sua Previsão Climática Trimestral para janeiro, fevereiro e março de 2026, acompanhada da atualização do Índice CYAN – Clima Agrícola (ICCA). O levantamento confirma a atuação do fenômeno La Niña no início do ano e aponta um verão marcado por chuvas irregulares, janelas de estiagem e aumento do risco de estresse térmico, especialmente em regiões estratégicas para a produção agrícola. 

De acordo com a análise, baseada em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) e (Instituto Internacional de Pesquisa em Clima e Sociedade, vinculado à Universidade Columbia (IRI) e nos modelos preditivos proprietários da Cyan, o trimestre de janeiro a março de 2026 deve registrar episódios de chuva intensa concentrados em curtos períodos, intercalados por intervalos secos, mesmo durante o auge do verão, um padrão que exige maior precisão no manejo agrícola e na tomada de decisão no campo. 

"Não se trata apenas de chover mais ou menos, mas de como e quando a chuva ocorre. A irregularidade climática é hoje um dos principais fatores de risco para produtividade, logística e custos no agronegócio", afirma Igor Amarolli, CEO da Cyan Analytics. 

Mesmo com a atuação da La Niña, a Região Sul deve continuar registrando bons volumes de chuva em janeiro, o que não é um padrão típico nos anos com La Niña.

  • Região Sul: manutenção de bons volumes de chuva em janeiro, especialmente no Paraná, com risco de excesso hídrico pontual;
  • Centro-Oeste e Sudeste: chuvas acima da média em algumas áreas, porém mal distribuídas, com possibilidade de semanas consecutivas sem precipitação, principalmente durante o mês de fevereiro;
  • Nordeste: tendência de estiagem no interior, com chuvas mais concentradas no litoral e temperaturas elevadas, ampliando o risco de estresse hídrico;
  • Mudança nos corredores de umidade, que passam a atuar mais ao sul do país, deslocando o padrão histórico observado entre Minas Gerais e Mato Grosso.

     

Índice Cyan de Clima Agrícola (ICCA)

O Índice CYAN traduz a complexidade do cenário climático em uma escala de 0 a 100, indicando o grau de favorabilidade ou risco para o agronegócio em cada região.

Região

ICCA (JFM 2026)

Tendência Climática

Sul

58

Chuvas frequentes em janeiro e risco de excesso hídrico

Sudeste

54

Irregularidade das chuvas e períodos de estiagem

Centro-Oeste

52

Alternância entre chuva intensa e semanas secas

Nordeste

46

Estiagem no interior e altas temperaturas

Norte

60

Volumes próximos da média, com variabilidade espacial

"O Índice CYAN permite que produtores, cooperativas, seguradoras e empresas da cadeia agroindustrial antecipem riscos, ajustem calendários e protejam margens. Em um ambiente climático cada vez mais volátil, previsibilidade é um ativo estratégico", destaca Amarolli. 

O cenário projetado para o verão de 2026 reforça a importância de um planejamento climático cada vez mais preciso, que permita ajustar com maior acurácia o calendário de plantio, colheita e aplicação de insumos. A alternância entre períodos de alta umidade e calor eleva o risco de doenças fúngicas e pragas, exigindo atenção redobrada do produtor. Nesse contexto, o monitoramento climático contínuo, com suporte à tomada de decisão quase em tempo real, torna-se um diferencial estratégico para uma gestão mais eficiente, resiliente e sustentável no campo. 

Observação metodológica: o Índice CYAN – Clima Agrícola (ICCA) segue a mesma metodologia divulgada em outubro (escala 0–100), combinando precipitação, temperatura média e regularidade climática, com base nos dados técnicos do relatório trimestral (INPE, NOAA, IRI e modelos proprietários da Cyan).
 

Fonte técnica: Relatório Climático JFM 2026 CYAN ANALYTICS

Sobre a Cyan Analytics:

A Cyan Analytics se destaca como uma plataforma de inteligência climática, e agora une o melhor de dois mundos: 8 anos de pesquisa em meteorologia e sensoriamento remoto com os 20 anos de experiência sólida da AgroNational em seguros e monitoramento agrícola. 

Nascida de projetos inovadores que já beneficiaram mais de 80 clientes, a empresa emprega inteligência artificial e um leque variado de fontes meteorológicas. Essa combinação permite a transformação de grandes volumes de informações em decisões estratégicas valiosas. 

Atuando de forma integrada em três segmentos — Agrícola, Seguro e Crédito, e Infraestrutura — a Cyan Analytics fornece dados de alta qualidade. Esses dados são essenciais para uma gestão estratégica otimizada, buscando os melhores resultados tanto para produtores no campo quanto para empresas, desde as atividades rurais até a logística nos portos.

Advice Comunicação Corporativa
Fernanda Dabori / Guilherme Volpon