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Leite do bem!

 Bem-estar animal, preservação ambiental e ainda menor desconforto digestivo. Esse leite é do bem!

Bem-estar animal e bem-estar humano são prioridades da Letti, que investe na produção de leite de vacas A2A2 que evita desconforto durante a digestão

A vaquinha pastando livremente no pasto. Aaah, que imagem bucólica, graciosa...

No entanto, essa cena, tão real na pecuária extensiva brasileira, não é nada sustentável. Começa pela baixíssima média de ocupação por área, de meia cabeça de gado por hectare; passa pela agressão ambiental ao degradar o solo, exigindo mais áreas de pastagens; pela maior quantidade de gases de feito estufa; e finaliza com maus tratos aos animais.

Sim, maus tratos. “As pessoas quando veem as vacas no pasto, só pensam que estão livres, não percebem que estão expostas ao sol, calor, chuva, carrapato, moscas, dieta alimentar pobre”, salienta o agrônomo Roberto Jank Júnior quem comanda as operações da Agrindus S/A, uma das três maiores empresas produtoras de leite do Brasil, sediada em Descalvado, no interior paulista.

AAgrindusiniciou-se na atividade leiteira em 1945 e, segundo Roberto, desde o início de sua história, optou por estratégias de agregação de valor à matéria-prima. A fazenda é dona do maior rebanho holandês registrado do Brasil. Atualmente, conta com 4000 cabeças, sendo 1740 vacas em lactação, que produzem 60.000 litros de leite ao dia – ou 1,8 milhão ao mês, ou 21,9 milhões de litros por ano.A produtividade por hectare/ano é de 40 mil litros, enquanto a média nacional é de 1600 litros por hectare/ano.

 “Nossa média é 30 vezes mais que a brasileira, que em 22 milhões de hectares produz 34 bilhões de litros de leite, se o Brasil passasse a produzir 16 mil litros de leite por hectare/ano, ao invés dos 1600, ocuparia uma área de 2 milhões de hectares, e liberaria 20 milhões de hectares que já estão abertos, desenvolvidos para outras culturas, produziríamos muito mais alimentos sem derrubar mais nenhuma árvore”, salienta Roberto.

 

A Letti levou o pasto até as vacas: ração balanceada no cocho, sem desconforto

 Para alcançar esta meta, a receita apontada por Roberto éinvestir em alta tecnologia, genética de ponta, atenção ao meio ambiente e bem-estar do gado. Práticas que resultam em aumento de produtividade e maior vida útil das vacas. A Agrindus é prova de que alcançar essa excelência é completamente possível.Até a década de 1980 o gado leiteiro solto no pasto ocupava a fazenda inteira, 2000 hectares, hoje está em uma área de 500 hectares. Diminuiu a área do gado, mas a produção de leite subiu.

O gado passou a ser tratado no cocho, nada de ficar perambulando em busca de alimento. As 1.740 vacas em lactação são mantidas em freestall (baia livre) e divididas em lotes de acordo com o status reprodutivo. Elas recebem alimentos concentrados, uma dieta balanceada que conta com polpa cítrica, farelo de soja, milho, forragem verde picada, colhida todos os dias, produzida na própria fazenda.A Agrindusplanta seu próprio milho para produção de silagem. Todo o grão vai alimentar a vacada e a complementação é feita também com o capim tifton cortado verde no verão. No inverno, os bovinos recebem cereais como aveia.

Bons tratos

Roberto chama a atenção para um detalhe: a grande maioria das vacas na Agrindus permanece deitada. “Isso acontece porque, quando se sentem bem, os animais permanecem a maior parte do tempo deitados em descanso. As fêmeas deitadas e preguiçosas na Agrindus superam em grande número as que estão em pé.”

 

Fêmeas deitadas e preguiçosas na Agrindus: boa vida!

 

A tranquilidade dessas vacas se deve a boa alimentação no cocho e a estrutura preparada para oferecer-lhes bem-estar. Os galpões para alojamentos contam com uma cama de areia para cada animal, equipamentos que proporcionam conforto térmico para enfrentar o calor, como ventiladores e aspersores nos estábulos. A sombra é garantida, mas também tem solário e sistema de higiene que afastam as moscas. As vacas permanecem praticamente o dia todo confinadas nesse galpão coberto, que contacom uma cama de areia para cada animal. Foiconstruída uma grande sala climatizada, que permite às vacas em pré-parto permanecerem sob uma temperatura confortável de 18 graus, cerca de 12 graus menor que a temperatura fora da sala.  Roberto observa que oestresse térmico prejudica a qualidade do produto final, por isso,a climatizaçãoé fundamental, pois ameniza as altas temperaturas do Brasil, deixando o ambiente mais confortável, atendendo as necessidades da raça holandesa, originária de regiões frias.

Para garantir o bem-estar, os investimentos acontecem também na parte de ordenha. Roberto conta que o momento de maior desconforto para as vacas é o tempo que esperam na fila para a ordenha. Por isso, na Agrindus a ordenha, com capacidade para 1800 vacas,é totalmente automatizada e conta com três lotes que atendem, cada um deles, 150 vacas.Há também uma sala de espera climatizada onde as vacas aguardam por 30 minutos a vez de serem ordenhadas. “Bem-estar animal é o principal investimento que o produtor deve fazer”, salienta o produtor.

 

No período de 24 horas, são realizadas três ordenhas. A primeira tem início às 4 horas da manhã. Terminada a primeira ordenha, as fêmeas retornam ao trato e as informações sobre o volume de ração a ser distribuído a cada lote chegam via computador. A tecnologia permite que o trabalhador saiba de antemão a quantidade de silagem que vai para o cocho.  Não há desperdício nem falta de alimento, é a medida certa. As outras duas ordenhas são realizadas ao meio-dia e às 8 horas da noite. Depois da última esgota, o ciclo recomeça.

A cada 7 horas de ordenha, há uma parada de 1 hora para a limpeza e higienização nas salasde ordenha. Roberto explica que se trata de uma limpeza sofisticada, porque depois de oito horas as bactérias começam a surgir. Assim, é necessário o uso de água quente, detergente ácido, e a última aplicação é de água sanitizante. Depois a sala de ordenha é seca e tudo recomeça. A tiragem do leite não para nunca, não há finais de semana e nem feriado.  Mas os funcionários têm folga duas vezes por semana.

 

O balanço de carbono das vacas é neutro. E com o bem-estar animal fica positivo

Na fazenda Agrindus, a laranja ocupa 40% da área, a pecuária de corte17%, a pecuária de leite e o milho (que é utilizado na alimentação do gado de corte e leite)ocupam 30%, e 23% é de Reserva Legal, mais do que a lei exige, já que no Estado de São Paulo, toda propriedade rural tem de ter 20% de sua área protegida.

Esse diferencial é um dos exemplosque comprovam que a preservação ambiental é um dos pilares da gestão daAgrindus. A fazenda é preparada para ouso racional dos recursos naturais, o que pode ser visto nas práticas de reuso da água, manejo de dejetos e reciclagem de nutrientes. São aproveitados 100% dos dejetos, a atividade gera muito efluentes, mas o tratamento que envolve a separaçãoda areia eo direcionamento às represas de tratamento anaeróbico, o transforma em adubo líquido, que irriga, por meio de pivô, a pastagem que alimenta o gado. E os dejetos sólidos vão para a compostagem. Há 25 anos, a fazenda não aplica fertilizantes químicos no capim.

 

Quando o tema é efeito-estufa: as vacas são injustiçadas

Os prédios da fazenda conquistaram o Selo Verde, pois foram adaptados para consumirem menos recursos naturais, um dos pontos para isso, é a coleta da água dos telhados. A Agrindus também monitora a qualidade da água no subsolo, a cada seis meses realiza exames para conferir sua qualidadee se não está contaminada com metais pesados, a lista inclui 30 tipos de metais pesados. Uma norma brasileira que beira o preciosismo, em outros países não ocorre esta exigência.

Quando o assunto é efeito-estufa, Roberto declara que a vaca éinjustiçada ao levar a famade que seu “pum”contribui para o aumento da camada de ozônio, ao produzir gás carbônico, que provocam o efeito-estufa. “Na verdade, o balanço ambiental da pecuária é neutro, porque o gado ao comer o capim, faz com que a gramínea rebrote, neste processo, a planta produz oxigênio e consome gás carbônico, neutralizando os gases emitidos pelas vacas”, explica.

 

A dieta balanceada o conforto térmico, os bons tratos levam à maior eficiência, maior produtividade, maior vida útil do animal. Tudo isso resulta em menor pegada de carbono

E, de acordo com o produtor, o bem-estar animal deixa positiva a pegada de carbono das vacas. “A dieta balanceada o conforto térmico, os bons tratos levam à maior eficiência, maior produtividade, maior vida útil do animal. Tudo isso resulta em menor pegada de carbono, nossas vacas produzem60% menos gás carbônico que as vacas no pasto, que comem capim fibroso e ficam cheias de gases. Situação semelhante à das zebras pastando nas savanas africanas. Quase não tem alimento e elas parecem estar sempre gordas. Na verdade, não é gordura, mas gases resultantes da alimentação com excesso de fibras, de difícil digestão. Vaca solta no pasto usa mal os recursos, usa mal a terra, usa mal a água e é elitista porque a oferta é menor, deixando o produto caro.”

Equipe afinada

Tita Jank, esposa de Roberto, e responsável pela área de marketing da Agrindus, observa que os excelentes resultados da empresa têm ligação direta com a valorização dos funcionários. “Não adianta investir em tecnologia de ponta, boas práticas se não tiver o envolvimento das pessoas”, ressalta. A fazenda conta com profissionais que estão na 5ª geração, mais de 50% são nascidos naAgrindus. São 240funcionários registrados, dos quais a maioria mora na fazenda, entre eles,Tita e Roberto. São 65 famílias, quase 350 pessoas.

Para Roberto, se as pessoas tiverem qualidade de vida, acesso a tecnologias, morarem bem, oportunidade de se qualificarem, de se desenvolverem, elas ficam no campo. É isso que a família Jank oferece aos seus colaboradores.

 

 

Família Jank: Jorge, irmão de Roberto, um dos diretores da empresa, as filhas de Roberto, Taís e Diana, Roberto e Tita

 

Leite bom para as pessoas

Ao conferir a trajetória da Agrindustria fica nítido que a empresa se empenha para fazer o melhor não só para o ambiente e para os animais, mas também para o consumidor. Não é à toa que é dona do maior rebanho de vaca holandesa pura de origem registrado no Brasil, sendo uma das maiores referências em seleção genética do país.Seu rebanho leiteiro vem sendo selecionado há 70 anos e as vacas são individualmente rastreadas, o que garante a origem e a qualidade dos produtos.

E a busca pela excelência não para. Em 2007, a Agrindus lançou a marca Lettique produz leite tipo A,queijo frescal, creme de leite fresco pasteurizado, iogurtes e coalhadas, entre outros produtos. Roberto explica que a regra brasileira para a produção de leite tipo A é muito rígida, trata-se de um tipo de leite pasteurizado com menor concentração de microrganismos por mL (o valor máximo permitido é de 500/mL). Sua ordenha é feita de apenas um rebanho e não existe contato manual em nenhuma etapa da produção, sendo portanto 100% mecânica e enviada diretamente para a pasteurização e envase.

É o que acontece na Letti, rebanho próprio, a ordenhaacontece ao lado da industrialização, o leite não viaja.Como a carga bacteriana é mais baixa e o produto que sai da vaca é imediatamente pasteurizado, o resultando em um produto fresco, que oferece até 15 dias de validade, claro que depende das condições de refrigeração dos locais de venda.

O foco pela qualidade levou a Agrindus a ser a única no Brasil do setor leiteiro a receber a certificação Kosher. O documento atesta que os produtos obedecem a normas específicas e rígidas que regem a dieta judaica ortodoxa. “O certificado é reconhecido mundialmente e atesta que o produto possui controle máximo de qualidade. E os rabinos acompanham o sistema de ordenha em tempo real, por meio de câmaras espalhadas pelas áreas de produção”, conta Roberto.

Mas a Letti achou que poderia fazer mais: disponibilizarprodutosque ofereçam ainda maior qualidade de vida. Lançou em 2018 a linhaLettia2, tornando-se a primeira marca de leite fresco a produzir em escala leite, iogurtes, queijo, coalhada e creme de leite fresco, capaz de evitar desconforto durante a digestão. É que o leite vem de vacas selecionadas que o produzem contendo apenas a proteína beta-caseína A2.

Difícil de entender? Roberto explica: “A proteína A2 está no leite da mulher, da cabra, da búfala e também nas vacas. Uma pesquisa científica realizada pelaLincoln University, Nova Zelândia. Austrália,apontou que uma mutação genética ocorreu entre cinco e dez mil anos atrás e “inseriu” o gene A1A1 nas vacas europeias responsáveis pela maior parte da produção de leite no Brasil. As raças zebuínas mantêm o gene A2A2 eestão livres da beta-caseína A1, responsável por esses sintomas como desconforto digestivo náuseas, dor de estômago ou inchaço abdominal.

 

O leite Letti a2 chega ao mercado as variações: desnatado, semidesnatado e integral

 

No Brasil, 53 milhões de pessoas dizem ter problemas de digestão com leite, mas 88,2% jamais recebeu um diagnóstico médico adequado. “Comumente, esses sintomas podem ser confundidos com a intolerância à lactose, pois são bastante semelhantes. E dessa forma, os pacientes são levados ao não consumo de leite e derivados, ou até são medicados para esse tipo de patologia, quando na verdade, o que gera o desconforto é a proteína”, explica Andréa Esquivel, nutricionista clínica, consultora especializada em Nutrição & Qualidade de Vida, Alimentos Funcionais, Educação Nutricional e Gastronomia. Andréa explica que além da pesquisa na Nova Zelândia, na China, estudos mostram que o consumo do leite contendo a beta-caseína A1 pode promover inflamação intestinal e agravar os sintomas gastrointestinais agudos da intolerância ao leite.

Segundo Roberto, o A2 é uma patenteneozelandesade 1995 que caiu em 2015, algo bastante ressente. Em 2016, a equipe da Agrindus-Letti começou a discutir o tema e já em 2017, iniciou o processo de seleção do gado, para separar as vacas que tinham o gene A2A2. “Como temos rastreabilidade, o trabalho não foi difícil. Nós genotipamos todo o rebanho, identificamos todas as vacas com beta-caseina A1, segregamos essas vacas, fazemos fertilização invitro entre touros A2A2 e vacas AA2A2 e utilizamos as vacas A1A1 como receptoras. Só nascem fêmeas e todas A2. Esse processo já acontece na Europa há cinco, passará a ser uma tendência”, afirma Roberto. Há uns seis meses que não nasce mais na fazenda vacas que não sejam A2A2.Atualmente, 85% das bezerras e 100% dos touros são A2A2. Hoje, 30% da produção de leite – o equivalente a 25 mil litros – são oriundos do rebanho A2 e, em no máximo três anos, serão 50 mil litros diários. A expectativa é que em 2020, o rebanho lactante seja 100% composto por vacas com o gene A2A2.

 

“Comumente, esses sintomas podem ser confundidos com a intolerância à lactose, pois são bastante semelhantes”, diz a nutricionista Andréa Esquivel

 

Lettia2 - Novidade no produto, na embalagem e na comercialização

É lógico que o grande apelo do novo leite é a fácil digestão, mas a Lettiembala a linha de produtos em um pacote de ações, começando pelas embalagens que são transparentes e 100% recicláveis. A empresa também abriuum canal de vendas, por meio do portal www.ManiaDeLeite.com.br, que comercializará leite fresco e derivados direto da Fazenda para a casa do consumidor.

“Trata-se de um e-commerce no qual o consumidor pode comprar leites e derivados da marca e receber na porta de casa, direto da fazenda! Tudo sempre muito fresco.”, explica Diana Jank, publicitária, que em conjunto com a irmã Taís Jank, advogada, assumiu o desafio de remodelar a companhia. Na primeira fase do projeto, a nova ferramenta estará disponível apenas para clientes do estado de São Paulo e gradativamente será expandida para outros mercados. “Porque nós realmente acreditamos no desejo de o cliente voltar a consumir alimentos frescos e com procedência reconhecida”, afirma.

A irmã, Taís, explica que o processo de renovação da marca passa por “acrescentar novos elementos, sem perder a sua essência de ser uma empresa com propósito claro e relevante”. Segundo ela, o atual momento da Letti é um divisor de águas para a empresa porque vai além da porteira da fazenda. Abrange investimentos em inovação e tecnologia, a partir da criação de embalagens e novas formas de apresentação dos produtos. “Com isso, podemos oferecer um leite fresco, por exemplo, com validade de 15 dias, o maior prazo do mercado”. A nova embalagem, que é PET e totalmente reciclável (garrafa, rótulo e tampa) traz o conceito de ser transparente desde o processo até a embalagem em si. “Queremos mostrar nosso produto como ele realmente é, não temos o que esconder”, ressalta.

 

Os produtos Letti são comercializados pelo e-commerce www.maniadeleite.com.br  para a cidade de São Paulo e em alguns varejistas no Estado. Em médio prazo, o objetivo é ampliar a abrangência para todo o país. Mas a Letti não abre mão de desenvolver um produto com menor pegada de carbono, por isso, privilegia o“leite que não caminha”, que não circula grandes distâncias queimando diesel.“É o produto fresco, local, entregue à população local, é o produto que não caminha, é o que procuramos fazer aqui. Atendemos 60 cidades, a maior parte delas próximasa Descalvado (sede da fazenda),realizando o atendimento em domicílio, o leite que foi ordenhado hoje cedo, é entregue amanhã cedo na casa das pessoas”, ressalta Roberto.

Pesquisas atendem tendênciade crescimento da demanda pelo leite A2A2

 

Atentos as tendências de mercado, os pesquisadores do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolvem pesquisapara formar rebanho com genes da beta-caseína A2, que produzirá leite com melhor qualidade e propriedades nutracêuticas (A2), proporcionada pelo melhoramento genético, agregando valor ao produto, contribuindo para a melhor remuneração do produtor.

O médico veterinário, pesquisador Anibal Eugênio Vercesi Filho, salienta que um dos principais objetivos, é que o rebanho experimental da IZ, localizado em Nova Odessa, interior paulista, produza apenas leite com a beta caseína A2. As matrizes do rebanho tiveram o material genético coletado e este material vem sendo analisado pelo Laboratório de Genética Molecular do Instituto de Zootecnia. “Nós últimos quatro anos, apenas trabalhamos com touros A2. Assim, em médio prazo, o IZ poderá fornecer leite contendo apenas a beta-caseína A2, além de matrizes e reprodutores que passaram para seus descendentes essa mesma característica”, destaca.

O pesquisador lembra que o leite A2 entrou no mercado pela primeira vez na Nova Zelândia e na Austrália em 2000 e agora já está presente em vários países, até mesmo no Brasil, por meio da Letti. O IZ pretende desenvolver parcerias um universidades de medicina, para o desenvolvimento de pesquisas que forneçam maior embasamento sobre os benefícios da beta-caseína A2. Mas o que já pode-se ser encontrado na literatura médica sobre os benefícios dessa proteína tem animado os produtores, que veem a possibilidade de expansão do consumo de leite no Brasil. “Há interesse até mesmo de grandes produtores, incentivando-nos a ampliar as pesquisas”.

 

Pesquisador Aníbal e as vacas A2 do IZ

 

Aníbal observa que amaior demanda pelo produto definirá a velocidade da transformação dos rebanhos de A1 para a A2,mas o que também pesa é a raça, por exemplo, pesquisa realizada pela IZ mostrou que a A2 está presente em quase 90% das vacas da raça Gir Leiteiro, já nas holandesas, em 50%. Assim, neste segundo casovai demorar um pouco mais. Porém, não será um período longo, porque o produtorjá consegue, sem dificuldade, comprar material A2A2 para fertilizar as vacas.

Roberto reclama que apesar de idas seguidas à Brasília e muita conversa na Anvisa, o leite A2A2ainda não está regulamentado no Brasil. “O processo segue na Anvisa há mais de 1 ano, e não tem prazo para responder.  O que conseguimos foi mostrar no Ministério da Agricultura que a origem das nossas vacas tem beta-caseinaA2.Insistimos para que seja regulamentado o mais rápido possível,enquanto isso não ocorre, o consumidor perde. Em países da Europa,Estados Unidos, Cingapura, China, Nova Zelândia, Austrália, o produto é regulamentado e nas embalagens aparece escrito: Leite A2 – de fácil digestão. Essa informação salienta o diferencial do leite”, diz o produtor.

Mas,um facilitador para essa regulamentação foi criado no laboratório de Genética Molecular da IZ, os pesquisadores desenvolveram um protocolo para recolher o DNA do Leite, o que permitirá identificar se realmente é A2A2. “O que facilitará a fiscalização e a regulamentação no Brasil desse tipo de leite”, informa o pesquisador Aníbal.

 

Que a regulamentação não demore e que os brasileiros possam se deliciar com o leite A2A2 e seus derivados sem desconforto durante a digestão. Ainda mais quando o leite é do bem!

 

Fonte: CanaOnline – Agradecemos informações e apoio da Pub Comunica, assessoria de imprensa da Leite Letti e da Assessoria de Imprensa da IZ-APTA.