Mecanização Atinge 88% dos Canaviais da Região de Catanduvavoltar

Publicado em : 27/02/2018
Mecanização Atinge 88% dos Canaviais da Região de Catanduva
Protocolo Agroambiental foi um acordo assinado em 2007 no território paulista (Divulgação)

A mecanização atingiu 88% dos canaviais da região de Catanduva, conforme aponta o Instituto de Economia Agrícola (IEA). O número se aproxima dos 100% vistos em algumas cidades do Estado de São Paulo. Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra sob a ótica dos moradores, os efeitos ambientais, econômicos e sociais depois de dez anos da chegada da cultura canavieira em 30 municípios que pertencem a chamada região Centro-Sul do Brasil, que inclui Catanduva.

O levantamento mostra as áreas de expansão de cinco estados brasileiros, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. No total, foram 269 pessoas, entre representantes governamentais, empresários, produtores rurais, trabalhadores e líderes comunitários.
Os pesquisadores teriam apontado que diferente do receio visto inicialmente com a mecanização, a geração de emprego e melhorias nas condições de trabalho na indústria socroenergética foram alguns dos fatores mais positivos no decorrer da expansão das lavouras e nas atividades industriais da cana.
Além da questão econômica, também teria sido identificada mudança com relação a temas como biodiversidade, qualidade do ar e saúde. “O avanço da mecanização do plantio e colheita da cana, que extinguiu o uso controlado do fogo, foi a prática que mais contribuiu para esta nova visão da população”, aponta o estudo.
No Estado de São Paulo o avanço da mecanização foi significativo por conta do Protocolo Agroambiental, um acordo assinado em 2007 por representantes do governo, usinas e fornecedores de cana. O objetivo é o de deixar de emitir mais de 8,65 milhões de toneladas de CO2 e mais de 52 milhões de toneladas de poluentes atmosféricos causados pela queima da planta. Para se ter uma ideia, os números corresponde a uma emissão diária de 150 mil ônibus durante um ano.
Outra conclusão do estudo é que nessas áreas de expansão recente o modelo de negócio predominante no segmento sucroenergético é o chamado “arranjo horizontal”. Nele, o acesso a cana-de-açúcar se é feito principalmente por parcerias com fornecedores de cana e terras arrendadas.
Apresentado na Califórnia, o trabalho “pode ajudar a formular melhores políticas públicas para este setor, levando em conta as perspectivas locais daqueles que integram a cadeia produtiva da cana”, destaca Andreia Marques Postal, uma das autoras do estudo. Também integram o levantamento Heitor Mobílio de Pádua Melo e José Maria J. da Silveira, todos ligados ao Instituto de Economia da Unicamp.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local


Fonte: O REGIONAL
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