Na época úmida, a cana sai rápido, mas o mato sai mais rápido ainda
10-09-2019

Chuvas de outubro a março impulsionam infestações de plantas daninhas, beneficiadas pelas condições de temperatura e umidade no solo mais elevadas. Foto: Leonardo Ruiz
Chuvas de outubro a março impulsionam infestações de plantas daninhas, beneficiadas pelas condições de temperatura e umidade no solo mais elevadas. Foto: Leonardo Ruiz

Stone alia diuron e sulfentrazone em um mesmo produto e entrega alta eficiência de controle das plantas daninhas no período úmido e crítico para o canavial

Leonardo Ruiz

O período de outubro a março no Centro-Sul é marcado por intensas mudanças climáticas, como maior pluviosidade, aumento de temperatura e mais horas de luz ao longo do dia. Essas condições têm profundos impactos na fisiologia das plantas. A cana-de-açúcar, por exemplo, tem seu crescimento acelerado, maior alongamento e ampla formação de entrenós.

Outra planta que gosta - e se beneficia – desse clima é a daninha. Fisiologicamente adaptadas às condições de temperatura e umidade no solo mais elevadas, essas invasoras têm sua germinação e emergência diretamente influenciadas por essas características, tornando sua incidência maior durante o período úmido.

 

 Aplicação de herbicidas durante o período úmido é vital para a cana fechar no limpo
Foto: Leonardo Ruiz

As espécies mais “favorecidas” são chamadas fisiologicamente de C4, pois não apresentam saturação luminosa para produção de fotossíntese. Nesse grupo, destacam-se a tiririca, os capins e as folhas largas de difícil controle, como a mucuna, mamona, merremias e ipomeias.

Trabalhos científicos mostram que, caso não controladas, as plantas daninhas podem reduzir até 42% da produtividade por hectare durante os meses com alta pluviosidade, especialmente em função das características de agressividade dessas ervas, como grande produção de sementes, alta capacidade de extrair nutrientes e água do solo e rápido crescimento. Por conta disso, é vital que produtores e usinas redobrem seus cuidados nesta época.

Stone é nova ferramenta da FMC para o controle de plantas daninhas no plantio e soca úmida

Grandes aliados no combate às plantas daninhas, os herbicidas utilizados em época úmida devem contar com características específicas, como moléculas de ação pré e pós-emergente, já que o rápido desenvolvimento dessas invasoras na estação chuvosa pode acarretar perdas das janelas ideais de aplicação.

 

Com fórmula inovadora, Stone alia diuron ao sulfentrazone num único produto
Foto: Leonardo Ruiz

Pensando nisso, a FMC Agricultural Solutions lançou recentemente no mercado canavieiro nacional seu mais novo herbicida para plantio e soca úmida. Batizado de Stone, o produto possui como característica principal sua inovadora composição, que alia os princípios ativos diuron e sulfentrazone num único produto.

Para o pesquisador e consultor da Agro-Analítica, Wéber Valério, essa formulação pode ser considerada como revolucionária, pois ambas as moléculas se complementam e atuam de forma sinérgica para o melhor controle das plantas daninhas no período úmido e crítico para o canavial.

“O sulfentrazone tem solubilidade alta, ou seja, ele desce mais rapidamente no solo. Quando isso ocorre, não há tempo hábil para tratar as sementes grandes. A grande sacada da FMC é aliar o diuron à formulação. De baixa solubilidade, essa molécula, além de controlar as ervas em superfície, auxiliará o sulfentrazone, reduzindo sua velocidade de descida no solo.”

 

Wéber Valério: “De baixa solubilidade, o diuron, além de controlar as ervas em superfície, auxiliará o sulfentrazone, reduzindo sua velocidade de descida no solo para que ele consiga tratar as sementes grandes”
Foto: Micaela Marques

O Representante Técnico Comercial da FMC, Maurício Razera, destaca que o Stone vem de encontro à uma das principais preocupações dos produtores de cana-de-açúcar: o controle de plantas daninhas, principalmente das gramíneas, ciperáceas e folhas largas. “Além de seu amplo espectro de controle, o herbicida entrega alto residual em plantas daninhas de sementes grandes, como corda-de-viola, mucuna, merremias, mamona e capim-camalote.”

Outra característica do produto é sua seletividade à cana-de-açúcar e demais culturas, já que de nada adianta um herbicida controlar as ervas invasoras, se também controlar a cana. “O Stone elimina toda a mato-competição e favorece o melhor potencial produtivo para a cultura, mas sem comprometer o crescimento da mesma.”

 

Devido à dificuldade de acertar o timing de aplicação, Stone possui, além de um controle de pré-emergência, ação de pós inicial
Foto: Arquivo CanaOnline

Além de controlar as plantas daninhas em pré-emergência, o Stone possui ação de pós inicial. Como afirmado, essa é uma característica de extrema importância para um herbicida de época úmida, pois nem sempre é possível aplicar o defensivo no timing correto durante o período chuvoso.
 

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