Pecege projeta ATR próximo de R$ 1 e alerta para impacto econômico do Sphenophorus
22-09-2026

Para João Rosa, o Botão, margens mais apertadas exigem eficiência operacional e atenção ao manejo da praga para evitar perdas de produtividade nos canaviais

O impacto econômico do Sphenophorus levis nos canaviais foi um dos temas abordados por João Rosa, o Botão, diretor do Pecege, durante a 2ª edição do Sphenophorus Summit, promovida pela Syngenta em Ribeirão Preto (SP). Em sua apresentação, relacionou as perdas de produtividade provocadas pela praga a um cenário de custos elevados e margens mais estreitas para o setor sucroenergético.

Antes de abordar as perdas financeiras com a praga, Botão apresentou a expectativa do Pecege para o fechamento do Consecana-SP. Segundo ele, o valor do quilo do ATR deve ficar em torno de R$ 0,97, sustentado principalmente pela recuperação do mercado de açúcar.

“Desde o início, o Pecege sinalizava algo em torno de R$ 0,95. Eu acho que vai ficar entre R$ 0,95 e R$ 1, podendo até superar esse patamar”, afirmou.

O diretor ressaltou, porém, que preços favoráveis não são permanentes. No mercado de commodities, explicou, os períodos de alta e baixa costumam se alternar em ciclos de cinco ou seis anos, o que reforça a necessidade de controle de custos e ganho de eficiência.

Na avaliação de Botão, essa dinâmica tende a mudar com o avanço do etanol de milho, que já representa de 25% a 30% da produção nacional do biocombustível. Sem uma reação da demanda, acrescentou, a tendência é de maior pressão sobre os preços e as margens.

Nesse contexto, baixa produtividade, gestão inadequada de custos e excesso de despesas operacionais expõem as empresas mais vulneráveis quando o mercado muda de direção. Entre os fatores capazes de reduzir o rendimento agrícola está o ataque do Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.

Para o diretor do Pecege, a perda de produtividade causada pela praga não deve ser analisada apenas como um problema agronômico. Em períodos de preços menos favoráveis, o impacto se transforma em perda direta de receita e reforça a importância de preservar o potencial produtivo do canavial.

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