Plantio com semente artificial de cana Emerald deverá ser em torno de 15% menor que o custo com o plantio convencional
02-12-2019

Esse é o Emerald tecido vegetativo trabalhado industrialmente
Esse é o Emerald tecido vegetativo trabalhado industrialmente

Em 2020, mil hectares de canaviais comerciais serão plantados com o Emerald

Plantar cana de forma mais simplificada é uma necessidade do setor, mas sabe-se que a adoção da semente artificial de cana Emerald, desenvolvida pela Syngenta – e que permite plantar cana como se planta grãos   – dependerá de seu desempenho no campo, de seu retorno de produtividade e também se terá um preço competitivo. Todos querem saber, qual será o preço final da semente, ou do plantio com o Emerald.

“Qual o preço especificamente, ainda não sabemos, pois dependerá muito da escala de produção. Quanto maior a escala, menor o preço. Mas nossa proposta é que o Emerald seja competitivo, oferecendo um custo em torno de 15% menor que o convencional”, Leandro Amaral, diretor Unidade de Negócios Cana – Syngenta Seeds.

Além do aumento da escala, o que também pode reduzir o custo é o avanço tecnológico do sistema, salienta o executivo da Syngenta. “Nosso negócio, abre espaço para parcerias. Estamos conversando com empresas de transformação digital para a mecanização da preparação das linhas e depois rastrear todo o processo até colheita. No futuro, uma visão que temos é que também será possível regular a cana por população, hoje colocamos quatro unidades por metro. Dependendo do solo, clima e região, poderemos colocar mais ou menos sementes, isso é comum com a cultura do milho. Pelo que sentimos, esse sistema pode trazer melhorias que nem nós sabemos ainda.”

Plantadora realiza o plantio da semente artificial de cana Emerald: realiza 1 hectare por hora

O Emerald não é direcionado para o plantio de viveiros de cana-muda, a tecnologia é posicionada para plantio comercial. Ou seja, a semente é plantada e 13, 14 meses depois é colhida e segue para a indústria. “Em um plantio convencional, além do longo tempo de processo que vai do plantio de viveiro, até a industrialização (cerca de três anos), ainda tem a questão de logística, de transportar a cana das áreas de viveiro para as áreas de formação de canaviais comerciais, que pode muitas vezes chegar a 50 quilômetros de distância. Essa operação envolve uma enorme estrutura de caminhões, tratores, máquinas, pessoas...Com o Emerald é tudo mais simples”, diz Amaral.

Qualidade da brotação do Emerald

Segundo o Executivo da Syngenta, para ter uma ideia de simplificação, tanto do ponto de vista de CAPEX (capital investido) e OPEX (capital operacional), com o Emerald tem redução de 10 vezes. “Se uma usina gasta de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões no plantio convencional, com o plantio de Emerald vai gastar R$ 2 milhões.  Se em um plantio mecanizado de 60 hectares/dia, rodando 3 turnos, tem de 100 a 120 pessoas envolvidas, com o Emerald passará a ter 10 vezes menos. Então é uma simplificação enorme.”

A Syngenta já comercializou todo seu volume de Emerald que será produzido em 2020 e que cobrirá 1000 hectares de canavial comercial, em unidades sucroenergéticas que representam 80% da moagem do setor nacional. O plantio ocorrerá entre janeiro a abril e de outubro a dezembro de 2020. A empresa está muito otimista com a aceitação do Emerald, não só pelo excelente desempenho apresentado pela tecnologia, mas também pelo momento de transformação por que passa o setor sucroenergético.

“Nossa proposta é que o Emerald seja competitivo”, diz Amaral

“Do ponto de vista macro, o Emerald é outra forma de pensar a cana. Tem sofisticação maior, traz mais tecnologia, melhora a eficiência do processo de mecanização, introduz o seed care (tratamento de semente). Tudo que tem na soja e milho vamos conseguir trazer para a cana. Ao conversar com as usinas, fica claro que estão abertos a receber isso. O setor hoje está muito consciente e entende que, se não buscar tecnologias, será menos competitivo. O Emerald chega em um bom momento do setor, em que está aberto às inovações, entre elas, está o pensar em desenvolver o plantio da cana da melhor forma”, finaliza Amaral.

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