Produzir etanol de milho na entressafra pode abaixar o custo de produção e elevar os lucrosvoltar

Publicado em : 19/11/2018
Produzir etanol de milho na entressafra pode abaixar o custo de produção e elevar os lucros

Alternativa é viável inclusive para as usinas de São Paulo e requer a construção de uma planta anexa a indústria. Pesquisador garante que retorno é certo

O sonho de 10 em cada 10 usinas sucroenergéticas é produzir açúcar, etanol e energia durante os 365 dias do ano. Com uma diminuição cada vez maior do lucro, parar o processamento durante os meses de dezembro a março – período conhecimento como entressafra – significa redução do fluxo de caixa. Mas a necessidade de manutenção em um parque industrial que operou nos últimos oito meses quase que ininterruptamente e a falta de cana-de-açúcar disponível para moagem impedem que esse sonho vire realidade.

Entretanto, uma pesquisa conduzida por um dos conselheiros da Zilor, José Marcos Lorenzetti, visa solucionar essa questão, abrindo os horizontes das usinas e permitindo que a operação ocorra durante todo o ano sem interrupções. “A alternativa é produzir etanol e energia durante toda a entressafra canavieira, utilizando não a cana-de-açúcar, mas o milho como matéria-prima.” O engenheiro agrônomo estará em Ribeirão Preto/SP nos dias 05 e 06 de dezembro apresentando sua pesquisa aos participantes do 17º Seminário de produtividade e redução de custos da agroindústria canavieira, evento realizado anualmente pelo Grupo IDEA.

Segundo ele, o projeto seria viável inclusive para as empresas localizadas no Estado de São Paulo. Embora longe dos polos produtores do cereal, essas unidades se encontram mais próximas dos grandes centros consumidores, podendo escoar a produção com mais agilidade e facilidade. A matéria-prima, por sua vez, poderá ser adquirida no Centro-Oeste, que vende o milho mais barato do mundo em função do alto excedente de produção.

Embora alguns equipamentos industriais ociosos possam ser aproveitados neste novo sistema, como caldeiras e geradores, dornas de fermentação, além de aparelhos convencionais de destilação e tratamento e resfriamento d’agua, a usina interessada deverá instalar uma planta para a recepção dos grãos, moagem, cozimento e secagem do DDG (grãos secos por destilação, na sigla em inglês) anexa a seu parque industrial.

Porém, o engenheiro agrônomo afirma que os lucros futuros suplantarão quaisquer gastos feitos na implantação da nova planta. Estima-se que uma tonelada de milho resulte de 395 a 405 litros de etanol hidratado. Em comparação, uma tonelada de cana gera de 85 a 88 litros. A tonelada de milho ainda propicia de 180 a 200 kg de uma ração de alto valor proteico, altamente demandada pela suinocultura, avicultura, piscicultura e pecuária. Garantia de lucro extra.

Durante o 17º Seminário de Produtividade e Redução de Custos, Lorenzetti fará simulações com usinas hipotéticas de diferentes tamanhos buscando provar a viabilidade do sistema. Conheça a programação completa do evento no site www.ideaonline.com.br. As inscrições poderão ser realizadas até 04 de dezembro.

Serviço
17º Seminário de produtividade e redução de custos da agroindústria canavieira
Data: 05 e 06 de dezembro de 2018
Local: Centro de Convenções de Ribeirão Preto/SP
Mais informações: (16) 3211-4770
E-mail: eventos@ideaonline.com.br


Fonte: CanaOnline
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