Raízen: BofA e BTG recomendam compra da ação e veem potencial de alta de até 81%
14-09-2021

O Bank of America (BofA) e o BTG Pactual iniciaram a cobertura da Raízen com recomendação de compra. Enquanto o BofA tem preço-alvo de R$ 12, tendo potencial de alta de 81%, enquanto o BTG vê R$ 11 por ação preferencial.

Em relatório, os analistas Isabella Simonato e Guilherme Palhares, do BofA, avaliam que a Raízen é um concorrente verticalmente integrado na cadeia de abastecimento de bioenergia, desde a moagem da cana de açúcar e produção de açúcaretanol e energia, até a distribuição de combustível e eletricidade.

"Vemos oportunidades de crescimento consideráveis para os negócios existentes que devem gerar um Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] de 10% entre 2022 e 2025, além de valiosas opções de médio prazo", comentam.

Eles acrescentam que esses fatores estão amparados por um balanço robusto e por uma forte geração de caixa, o que também deve permitir dividendos sustentáveis.

O relatório diz ainda que os resultados da Raízen devem melhorar consideravelmente nos próximos dois a três anos impulsionados por volumes de moagem de cana muito maiores, suportados por rendimentos mais elevados, pela alta dos preços de commodities combinados com uma estratégia de preços bem executada. Além de ganhos de participação de mercado e melhoria de margem no negócio de combustível.

"Os dois primeiros drivers combinados representam R$ 3,60 por ação em nossa avaliação", reforçam.

Sobre as "opções valiosas", os analistas do BofA destacam que a companhia vem expandindo os negócios na cadeia de suprimentos de energias renováveis, sendo pioneira na produção de etanol de segunda geração (E2G). Um negócio que, potencialmente, tem valor presente líquido (VPL) de R$ 29 bilhões, diz o relatório.

Além disso, tem a construção de usinas de biogás para venda como fonte de energia elétrica e/ou substituição do diesel como combustível, um negócio avaliado em R$ 4 bilhões, segundo os analistas.

A Raízen também quer aumentar a comercialização de energia elétrica via modelo geração distribuída."Assumimos 50% de probabilidade de sucesso para os negócios, pois eles estão em estágios iniciais. Isso representa R$ 1,70 por ação do nosso preço-alvo, com um potencial de alta significativo", dizem.

BTG

Em relatório, os analistas Henrique Brustolim, Pedro Soares e Thiago Duarte destacam que, após a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) - no mês passado - a Raízen está pronta para iniciar um novo ciclo de crescimento, com potencial para triplicar o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) em dez anos.

Para eles, após a aquisição da Biosev, concluída em agosto - a escala da companhia tornou-se difícil de igualar, com uma integração exclusiva para o setor.

"A maturação de novas tecnologias devem permitir extrair um valor estimado de 30% a mais de sua vasta capacidade de abastecimento de cana de açúcar", avaliam.

Eles dizem esperar que a Raízen continue tendo um desempenho superior em seu negócios de marketing e serviços, agora posicionados para crescer também em iniciativas não relacionadas a combustíveis.

"Estimamos que o Ebitda proveniente de energias renováveis crescerá de, atualmente 34%, para 50% em dez anos. Já que a empresa tem vários projetos que variam de etanol celulósico a biogás e pelotas de biomassa, apostamos que os retornos marginais serão maiores", ressaltam.

Fonte: Valor Econômico
Texto extraído do boletim SCA