Recuperação das fixações de açúcar reduz pressão vendedora e pode impulsionar preços internacio
10-04-2026
Produtores do Centro-Sul avançam nas vendas e criam ambiente favorável à valorização do açúcar em 2026/27
Produtores aceleram fixações e equilibram mercado
O setor sucroenergético do Centro-Sul inicia a safra 2026/27 em condições mais equilibradas, após avanço significativo nas fixações de açúcar por parte dos produtores. O movimento ajuda a reduzir a pressão vendedora que vinha limitando altas mais expressivas nos preços internacionais, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.
Defasagem histórica diminui com vendas estratégicas
Após registrar atraso de até 20 pontos percentuais nas fixações em relação ao mesmo período do ciclo anterior, os produtores aproveitaram a janela de alta observada em março para acelerar as vendas. O volume fixado saltou de 41,8% para 59,5%, reduzindo a defasagem para cerca de 10 pontos percentuais frente aos 68,7% registrados no fim de março de 2025.
Pressão de especuladores diminui e preços se fortalecem
O cenário de preços mais firmes foi impulsionado pelo acirramento dos conflitos no Oriente Médio, o que contribuiu para a redução de posições vendidas por agentes especulativos. Ao mesmo tempo, produtores que ainda estavam atrasados nas fixações aproveitaram a liquidez do mercado para avançar nas vendas.
Oferta adicional limita alta, mas altera dinâmica
Na prática, o aumento das fixações limitou movimentos de alta mais expressivos, pois a oferta adicional compensou parte da pressão compradora. Ainda assim, a recomposição do ritmo de vendas muda a dinâmica do mercado, abrindo espaço para valorização mais consistente.
“O mercado passa a operar em uma condição mais equilibrada, com menor resistência do lado produtor a movimentos de alta”, afirma Nathalia Bruni, consultora em Gerenciamento de Riscos da StoneX.
Redução da resistência do lado produtor favorece novas altas
A defasagem nas fixações funcionava como um teto informal para os preços: eventuais movimentos de alta eram rapidamente compensados pelo aumento nas vendas, limitando a sustentação das cotações. Com a recuperação recente das fixações, esse obstáculo perde força, diminuindo a resistência do lado produtor a movimentos de alta mais sustentados.
“Se os fundamentos encontrarem um novo gatilho de valorização, a resistência do lado produtor tende a ser menor do que foi observado anteriormente”, completa Bruni.
Fonte: Portal do Agronegócio

