São Martinho: preço mais alto levaria oferta de etanol a crescer até 300 mi/lvoltar

Publicado em : 13/11/2017
São Martinho: preço mais alto levaria oferta de etanol a crescer até 300 mi/l

O diretor financeiro e de relações com investidores do Grupo São Martinho, Felipe Vicchiato, afirmou nesta sexta-feira, 10, que a companhia sucroenergética teria uma capacidade de ampliar a oferta de etanol em até 300 milhões de litros caso os preços do biocombustível fossem mais remuneradores do que os do açúcar na safra 2018/2019 de cana-de-açúcar, a partir de março do próximo ano.

A companhia deve produzir 947 milhões de litros de etanol na atual safra e esse aumento potencial seria somente com a mudança no mix de destino da cana das três unidades de São Paulo – São Martinho, Santa Cruz e Iracema – para uma maior fabricação do biocombustível em detrimento do açúcar.

“Isso (produção maior de etanol) tiraria bastante açúcar do mercado e é uma lógica que mostra o que as usinas poderiam fazer. Se o mercado continuar respondendo e a demanda continuar, temos muito espaço para colocar mais etanol”, explicou Vicchiato, durante conferência com analistas realizada nesta sexta. No entanto, o executivo explicou que o cenário atual é de equilíbrio entre os preços de etanol e açúcar, com o combustível em torno de R$ 1,60 o litro, uma paridade de 15,50 cents por libra-peso para o açúcar.

“A média do açúcar está em 15,82 cents para o próximo ano, na tela março (da Bolsa de Nova York) e olhando os preços no spot hoje ainda tenho pequeno prêmio para fazer açúcar. Mas se o patamar (do etanol) mudar para R$ 1,70, teremos um piso de 16 cents, o que pode mudar o cenário”, explicou.

Para o executivo, podem favorecer o etanol as altas na gasolina pela Petrobras e também do dólar, que puxam o preço do combustível de petróleo por conta da paridade internacional adotada pela petroleira. “A receita do etanol também acaba sendo ligada ao dólar, porque gasolina varia por conta da moeda”, explicou Vicchiato. “Mas estamos vendendo de maneira prudente. Nossa ideia não é virar (a entressafra) com estoques de etanol para a próxima safra”, finalizou.

 


Fonte: Estadão Conteúdo
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