Setor da cana se reúne com Alckmin e pode receber apoio para mitigar tarifaço dos EUA
10-09-2025

Brasília - Nesta terça-feira (9), no Palácio do Planalto, o vice-presidente da República e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, recebeu uma comitiva de dirigentes nordestinos que integram à Federação dos Plantadores de Cana de Brasil (Feplana).

Na pauta, o Plano Soberano (MP 1903/2025) e as formas para buscar mitigar impactos do tarifaço dos EUA sobre o etanol e açúcar do país, que tem influenciado na queda do preço da cana do agricultor do Nordeste - região que era beneficiada pela cota norteamericana (taxação menor).

Em Pernambuco, por exemplo, a estimativa da tonelada de cana para setembro, um mês depois que entrou em vigor a tarifa de 50% de Trump sobre os produtos do Brasil, caiu para R$ 152,31 - menor valor para este mês nos últimos quatro anos (R$ 167,72 em 2021, R$ 158,50 em 2022, R$ 176,78 em 2023 e R$ 171,21 no último ano).

Este e outros impactos sobre o setor foram expostos a Alckmin no pedido de ajuda através do Plano Soberano. O segmento já conseguiu o apoio de parlamentares (senador Efraim Filho e deputado federal Meira) que apresentaram emendas na MP 1903 para distruir uma subvenção de R$ 12 por tonelada de cana.

“Pedimos a Alckmin o apoio do governo federal na aprovação deste pleito junto ao Congresso para socorrer a canavicultura da região, que emprega 130 mil trabalhadores de forma direta”, destacou o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, Alexandre Andrade Lima.

A agenda do setor com o vice-presidente da República foi articulada pelo senador Veneziano da Costa Rêgo (MDB-PB), a pedido dos presidentes da Unida (Pedro Campos) e da Asplan/PB (José Inácio), todos presentes na reunião, além do deputado Ruy Carneiro (Pode-PB), junto com Alexandre e Rodrigo Carvalho (diretor da Asplan/PB).

Ministro da Defesa - A comitiva se reuniu na sequência com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. “Pedimos o seu apoio junto com o do vice-presidente da República para que a subvenção seja implantada de modo que o setor da cana no Nordeste possa enfrentar esse período de queda acentuada no preço da cana em virtude dos impactos do tarifaço dos EUA sobre a nossa indústria”, fala Lima.