Soro de leite vira biocombustível na Argentina
07-01-2019

Pesquisadores das universidades argentinas Río Cuarto e Villa María conseguiram produzir um biocombustível a partir de soro de leite, resíduo poluente gerado em grandes quantidades pelas indústrias produtoras de queijo.

Em nota, a equipe liderada por Lilia Cavaglieri afirma que a pesquisa é inovadora porque foi utilizado um microorganismo com alto potencial biotecnológico no processo.

O soro é poluente devido a seu elevado teor de matéria orgânica - 0,25 a 0,30 litro de soro não tratado equivale ao esgoto produzido em um dia por uma pessoa, diz o site argentino Agritotal, que conversou com os pesquisadores. Para cada quilo de queijo produzido, há uma média de 9 litros de soro, líquido de cor clara composto por 95% de água, 4% de lactose e 1% de proteína.

A Argentina produz cerca de 9 milhões de toneladas de soro de queijo por ano. Cerca de 60% desse volume é descartado e, e é necessário tratá-lo como efluente industrial para não contaminar solos, lençóis freáticos, rios ou lagoas.

O biocombustível testado é considerado de "primeira geração" porque é obtido a partir de resíduos industriais.

De acordo com uma observação do Analista do MilkPoint Mercado, Filipe Scigliano Silva Pinto, a partir da lactose do soro de leite, é possível se obter etanol. Todavia, sem uma produção em escala, o processo se torna altamente custoso e sendo possível observar uma vantagem comparativa ao se produzir etanol a partir da cana-de-açúcar ao invés do soro de leite, por exemplo. Assim, é necessária uma análise sobre o custo benefício de se produzir etanol a partir do soro de leite.

Fonte: As informações são do jornal Valor Econômico, adaptadas pela Equipe MilkPoint