Tiplam bate recorde e movimenta 14,3 mi t em 2025
27-03-2026

Terminal da VLI cresce mais de 6% e amplia eficiência logística

Andréia Vital

A VLI registrou recorde histórico de movimentação no Terminal Integrador Luiz Antônio Mesquita, o Tiplam, na Baixada Santista, em 2025. Ao longo do ano, o ativo alcançou 14,3 milhões de toneladas úteis, avanço superior a 6% na comparação com 2024, reforçando o desempenho do corredor logístico voltado ao escoamento de cargas do Centro-Oeste.

Integrado ao Corredor Sudeste da companhia, o terminal conecta a produção agrícola e industrial à costa paulista por meio da Ferrovia Centro-Atlântica. O sistema atende fluxos relevantes de exportação, como fertilizantes, milho, soja, farelos e açúcar, além de operações de importação de insumos para o agronegócio.

Segundo o diretor de Operações da VLI no Corredor Sudeste, Marcelo Cardoso, o desempenho reflete a consolidação do modelo integrado da companhia. “O recorde demonstra a eficiência do sistema logístico e a força da integração entre ferrovia, terminais e porto, com ganhos consistentes de produtividade, confiabilidade e redução de emissões”, afirmou.

O uso predominante do modal ferroviário no Tiplam contribui para a redução da intensidade de carbono da operação. De acordo com a companhia, o transporte por ferrovia emite até seis vezes menos CO2 por tonelada em relação ao rodoviário, além de reduzir o fluxo de caminhões no entorno do Porto de Santos.

Resultados operacionais e financeiros

No consolidado de 2025, a VLI manteve a trajetória de crescimento, com movimentação de 43,5 bilhões de toneladas por quilômetro útil nos corredores ferroviários, alta de 4% sobre 2024. Nos portos, o volume embarcado chegou a 43,9 milhões de toneladas, avanço de 2% no período.

A companhia reportou receita líquida de R$ 9,95 bilhões e Ebitda de R$ 5,26 bilhões, com margem de 52,9%, a maior já registrada. O lucro líquido somou R$ 1,40 bilhão, crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior, impulsionado por iniciativas de refinanciamento da dívida e redução de despesas financeiras.

Os investimentos permaneceram elevados, em cerca de R$ 3,5 bilhões pelo segundo ano consecutivo, direcionados à ampliação de capacidade e à eficiência operacional dos ativos logísticos sob gestão da companhia.