Uso de óxidos e adubo na soqueira gera benefícios para o canavial
18-09-2020

Cuidando bem das soqueiras o canavial será produtivo por vários cortes
Cuidando bem das soqueiras o canavial será produtivo por vários cortes

Obtenção de resultados positivos depende, no entanto, da utilização de sistema eficiente de aplicação, que evite desperdício de produtos

Com a proximidade do término do período de seca, usinas e produtores do Centro-Sul já começam a programar a aplicação de adubo e calcário de alta reatividade (óxidos) nas soqueiras de cana-de-açúcar. Cada vez mais adotada no setor, essa prática é fundamental para o desenvolvimento da cultura em todo o ciclo, resultando em aumento de produtividade e longevidade do canavial.

Nessa fase, o uso de óxido não está voltado à correção do pH do solo. O objetivo é disponibilizar prontamente cálcio e magnésio para a lavoura – esclarece o engenheiro agrônomo Auro Pardinho, gerente de marketing da DMB Máquinas e Implementos Agrícolas.

Para que ocorra, no entanto, um bom aproveitamento do óxido pela planta, é preciso contar com sistema eficiente de aplicação, que evite desperdícios. A mesma necessidade acontece com a adubação de soqueira. O desafio, neste caso, é aplicar o fertilizante na dosagem indicada e no lugar certo.

O distribuidor de Adubo em Profundidade e Calcário Superficial realiza as duas operações ao mesmo tempo

A DMB possui em seu portfólio um equipamento que equaciona estes dois problemas. Trata-se do Distribuidor de Adubo em Profundidade e Calcário Superficial, que realiza as duas operações ao mesmo tempo. No caso do óxido, possibilita a sua aplicação na linha de cana de maneira regular e constante, sem falhas. O sistema de distribuição desse implemento favorece o emprego de calcário de alta reatividade, que possui maior quantidade de cálcio e magnésio e Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT) mais elevado em relação ao calcário comum.

Além disso, o de alta reatividade facilita o planejamento operacional de usinas e produtores de cana. Esse tipo de calcário precisa de pouca chuva – em torno de 200 mm – para ser solubilizado, enquanto o convencional requer um volume entre 2000 a 3000 mm de chuva, compara Auro Pardinho.

O equipamento é dotado também de tecnologia para aplicação de fertilizantes em profundidade, exatamente onde cresce o sistema radicular da planta. Por cortar a palha e aplicar o adubo em profundidade, este implemento viabiliza inclusive o uso de fonte nitrogenada que tenha a ureia como base, que apresenta menor preço e é mais fácil de ser encontrada que o nitrato de amônio. A ureia precisa, no entanto, ser enterrada no solo para que não ocorra perda por volatilização.

Fonte: CanaOnline