V0 surge como nova estratégia para áreas de alta pressão da Síndrome da Murcha
22-09-2026
Estratégia, influência dos nematoides, sinais de alerta e desafios no controle da doença serão abordados por João Ulisses de Andrade durante I Grande Encontro de Doenças de Cana e II Simpósio Nacional da Síndrome da Murcha da Cana
O uso do chamado V0, ou aplicação zero, em áreas de alta pressão da Síndrome da Murcha da Cana (SMC) vem ganhando espaço entre as estratégias de manejo da doença. O tema será um dos destaques da palestra “Síndrome da murcha da cana-de-açúcar: a atualização”, que será apresentada pelo engenheiro agrônomo João Ulisses de Andrade, consultor da AGR Cana, durante o I Grande Encontro de Doenças de Cana e II Simpósio Nacional da Síndrome da Murcha da Cana, em 29 de setembro, no Centro de Cana do IAC, em Ribeirão Preto (SP).
Segundo o especialista, o avanço na compreensão dos fatores que favorecem a pressão da SMC tem levado busca por estratégias de manejo mais direcionadas, entre elas o V0, que ainda encontra resistência por não fazer parte do escopo tradicional de aplicações do setor. O conceito, amplamente utilizado no manejo fitossanitário da soja, consiste em uma pulverização preventiva inicial de fungicidas logo no início do desenvolvimento vegetativo visando conter o inóculo inicial de doenças.
Na cana, porém, o V0 não deve ser visto de forma isolada. Andrade ressalta que a forte influência do solo sobre a pressão da SMC exige a integração com outras estratégias, especialmente os tratamentos via solo realizados no corte de soqueira, com vinhaça ou durante o plantio. Por isso, a identificação das áreas sob maior pressão torna-se fundamental para direcionar as medidas de controle.
Essa identificação passa também pelo acompanhamento das raízes. Lesões provocadas por nematoides e alterações no fluxo radicular estão entre os sinais de alerta para a presença da doença. Em canaviais mais desenvolvidos, o “vassouramento” do ponteiro antes da morte da planta e a formação de brotões na base da touceira são outros indicativos que podem auxiliar na identificação da SMC.
A importância de antecipar esse diagnóstico está relacionada também ao impacto da doença sobre a produção. Segundo a correlação acompanhada pelo consultor nos últimos 15 anos, há aproximadamente 2,65% de redução de TAH para cada 1% de entrenós infectados com SMC de grau 2 ou superior.

Serviço
I Grande Encontro de Doenças da Cana e II Simpósio Nacional da Síndrome da Murcha da Cana
Data: 29/09/2026
Local: Centro de Cana do IAC – Ribeirão Preto/SP
Mais informações: (16) 99181-3350 ou (16) 99701-2900
Assessoria de imprensa: leonardo@canaonline.com.br

