Vereadores querem proibir novamente a pulverização aérea
01-02-2019

Vereadores querem proibir novamente a pulverização aérea
Vereadores querem proibir novamente a pulverização aérea

 

Os vereadores Olair (Preto), Cida Marcelino e Adriano Moreira querem a revogação da lei que permite a pulverização aérea nas lavouras em Lagoa da Prata, que foi aprovada em março de 2018 pela Câmara Municipal. Eles apresentaram um novo texto que está sendo analisado pelas comissões no Legislativo e aguarda um parecer, que deve ser finalizado em fevereiro.

Os autores do novo texto argumentam que foram procurados por diversas pessoas que se dizem preocupadas com as incertezas quanto aos possíveis efeitos colaterais da aplicação via aérea. Segundo os vereadores, ainda há grande controvérsia sobre os malefícios da aplicação dos maturadores e adubos foliares por via área. E que, embora a aprovação tenha sido embasada em uma consulta popular, que registrou 87% de aprovação.

Os vereadores aprovaram a pulverização por aeronaves no dia 28 de março de 2018. Votaram favoráveis ao texto os parlamentares Elias Isaías, Quelli Couto, Olair (Preto), Joanes, Lalinho e Josiane. Adriano e Cida foram e continuam contrários. Já o presidente da casa, Edmar Nunes, só votaria em caso de empate.

Em nota, a Biosev informou que a aprovação da emenda foi feita de forma totalmente transparente, com esclarecimentos técnicos sobre a questão, com uma consulta popular, além da votação da própria Câmara. Leia na íntegra:

“A Biosev cumpre rigorosamente as leis aplicáveis às suas operações e reforça que a emenda à Lei de Aplicação Aérea, foi realizada de forma totalmente transparente e envolveu esclarecimentos técnicos com todas as partes interessadas e ainda a realização de uma Consulta Pública nos dias 18, 19 e 20 de dezembro de 2017, onde a população pode opinar sobre a questão”.

O resultado da Consulta Pública foi a favor da emenda à Lei e foi mais um voto de confiança da população de Lagoa da Prata no trabalho sério e responsável da empresa, que há 19 anos contribui para o desenvolvimento socioeconômico do município, sendo a maior geradora de emprego da região e a maior pagadora de impostos que são revertidos, por exemplo, em saúde e educação para a comunidade.

Lembramos que a emenda que foi votada e aprovada pela população e Câmara de Vereadores libera a aplicação, apenas de adubos foliares e reguladores de crescimento; os sobrevoos são realizados somente em áreas despovoadas e respeitando à distância mínima de 1.000 metros de mananciais de águas e moradias isoladas. Além disso, o plano de aplicação aérea que identifica essas áreas também será apresentado, com antecedência, para a Câmara de Vereadores.

Condições importantes que asseguram e respeitam todas as condições de proteção ao meio ambiente e à saúde da população de Lagoa da Prata, ao mesmo tempo em que permitem que o cultivo da cana-de-açúcar – fonte de receita do município e parte da população – seja tão competitivo quanto nas demais regiões do Brasil. Na prática, isso possibilita safras mais produtivas e investimentos em plantio que é revertido na manutenção dos empregos existentes e na criação de novos postos de trabalho no futuro.

Adubos foliares e reguladores de crescimento são permitidos por lei, pois não causam danos à saúde, já que não são herbicidas. A Biosev já os utiliza em 125 municípios em 5 Estados onde atua. Em Minas Gerais podemos citar os municípios de Japaraíba, Moema, Bom Despacho, Arcos, Bambuí e outros”.

Os autores do Projeto de Lei foram procurados pela reportagem do Jornal Cidade por redes sociais, telefones pessoais e do Legislativo, mas não foram encontrados para falar sobre o assunto.

Fonte: Jornal Cidade de MG