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Dificuldades com o pegamento da MPB? Veja como resolver esse problema

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos adeptos do plantio de Mudas Pré-Brotadas (MPBs) é o pegamento das mudas. A aplicação de herbicidas logo após o transplantio, ataques de insetos e animais e a falta de uma irrigação eficaz nos primeiros 20 dias pós-transplante estão entre as principais causas de baixo pegamento, que poderá implicar, futuramente, em falhas no canavial.

Visando auxiliar produtores e usinas a obter sucesso no plantio da MPB no sistema de Meiosi (Método interrotacional ocorrendo simultaneamente), a BASF lançou, durante o 12º Grande Encontro Sobre Variedades de Cana-de-Açúcar, o “Muda Pega”. A partir de agora, além de comercializar AgMusa – sua tecnologia de mudas pré-brotadas -, a multinacional atuará também no plantio das linhas-mãe da Meiosi, entregando um canavial completamente pego para o cliente. “Gerentes agrícolas e fornecedores não precisarão mais se preocupar com o pegamento das mudas. Basta fazer a desdobra depois de seis meses e plantar a área comercial”, destaca o engenheiro agrônomo de desenvolvimento técnico de mercado da BASF, Nilton Degaspari.

20 dias após o plantio (DAP), a BASF conduz uma avaliação em toda a área plantada. O índice de pegamento deve estar acima de 90%. Lembrando que, para que uma muda seja considerada pega, ela deve estar viva, dotada de folhas verdes, com raízes emitidas fora do tubete (7 a 15 cm) e, no mínimo, com uma folha emergindo. Mudas mortas por insetos, animais e/ou herbicidas serão consideradas como pegas. “Caso identifiquemos dúvidas sobre o pegamento das mudas aos 20 DAP, continuaremos cuidando e monitorando a área até que a mesma se enquadre dentro dos parâmetros definidos.”

Embora o plantio das linhas-mãe seja de responsabilidade da BASF, algumas tarefas cabem ao contratante do serviço, como entregar uma área sem torrões e com palha incorporada (somente nas linhas de plantio); desinfestar previamente o canavial com herbicidas em pré-plantio incorporado (PPI); fornecer tratores com capacidade para trabalhar com a transplantadora da BASF; disponibilizar equipamento/estrutura para abastecer a transplantadora com adubos e defensivos; contar com mão de obra treinada para trabalhar no transplante (cinco pessoa/transplantadora); possuir equipamento/estrutura para irrigar as mudas em bandejas e imediatamente após o plantio; e prover todos os insumos e utensílios que serão utilizados no processo, como água, fertilizante, defensivo, tanque para imersão das bandejas, tesoura, matraca e amônia quaternária para desinfecção dos equipamentos.

Caso queira, o cliente também poderá contratar mais serviços do que apenas o plantio propriamente dito. Entre as possibilidades estão: coordenador de plantio, manutenção da plantadora, mão de obra, trator com operador e piloto automático (GPS), abastecimento de adubos e agroquímicos e irrigação.