A indústria verde da cana luta para sair do vermelho
26-05-2015
Sem saúde financeira, a indústria brasileira pioneira na transformação da cana em energias renováveis perde talentos, reduz pesquisa e encolhe
Luciana Paiva
A cidade de Sertãozinho, no interior paulista, é cercada por lavouras de cana-de-açúcar, mas seu coração é industrial. Pulsam mais de 600 empresas distribuídas em quatro distritos industriais.
No geral, a situação da indústria brasileira é grave, segundo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado em 6 de maio, a produção da indústria nacional recuou 0,8% em março sobre o mês anterior, encerrando o primeiro trimestre com queda acumulada no ano de 5,9%.Foi o pior resultado no mês de março desde 2006.
Mas em Sertãozinho, o quadro industrial é mais crítico, muitas de suas indústrias estão na UTI, outras já fecharam as portas. Isso ocorre porque cerca de 85% das empresas atendem exclusivamente ao setor sucroenergético que vive uma crise que já dura quase oito anos e que já fechou quase 80 usinas e colocou 67 em recuperação judicial, segundo a Unica – União da Indústria da Cana-de-Açúcar.
O Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br) considera ser um cenário sem precedentes. Segundo a entidade, a crise é oriunda da combinação de alguns fenômenos, como o reajustamento do setor com a entrada de grandes grupos multinacionais na produção de açúcar, álcool e energia; fatores climáticos adversos; o setor público ter deixado de enxergar o etanol como prioritário com o advento do Pré-Sal; a não priorização da produção de energia de biomassa; e preços insuficientes para remuneração do investimento na ponta da cadeia produtiva do setor, provocando um efeito em cascata.
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