Açúcar abre a semana pressionado por oferta global no mercado internacional e interno
09-06-2026

 

O mercado internacional do açúcar iniciou a semana em baixa, refletindo a combinação entre ampla disponibilidade da commodity no mercado global e o avanço da safra nos principais países produtores.
 
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em queda. O vencimento julho/26 recuou 0,02 ponto, fechando a 14,12 cents de dólar por libra-peso. O contrato outubro/26 caiu para 14,61 cents/lbp, enquanto o março/27 encerrou a sessão em 15,51 cents/lbp. Os demais vencimentos também registraram perdas moderadas.
 
Londres
 
Na ICE Europe, o açúcar branco acompanhou o movimento negativo. O contrato agosto/26 recuou US$ 1,80, encerrando a US$ 445,10 a tonelada. O vencimento outubro/26 caiu US$ 1,00, para US$ 440,20, enquanto o dezembro/26 fechou a US$ 438,80 a tonelada. As demais posições também terminaram o dia em baixa.
 
Mercado interno
 
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou forte recuo nesta segunda-feira (8). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 91,36, queda de 2,02% no comparativo diário.
 
Com o resultado, o indicador passa a acumular retração de 1,76% em junho, refletindo o aumento da oferta e o ritmo ainda cauteloso das negociações no mercado físico.
 
Etanol
 
No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.312,50 por metro cúbico, com recuo de 0,26% frente ao último fechamento.
 
No acumulado do mês, a queda chega a 1,66%, mantendo o viés de pressão sobre os preços do biocombustível.
 
Análise
 
Segundo informações do Notícias Agrícolas, o mercado continua atento ao equilíbrio entre oferta e clima. De um lado, a produção global segue robusta, com projeções de superávit para a safra 2025/26. De outro, investidores monitoram os possíveis impactos do El Niño sobre importantes produtores, como Brasil, Índia e Tailândia.
 
As preocupações climáticas seguem oferecendo suporte às cotações no médio prazo, mas, neste momento, o avanço da safra e a maior disponibilidade de açúcar no mercado internacional continuam exercendo maior influência sobre os preços.

Mariana Navarro

Fonte: Agência UDOP de Notícias