Açúcar é a única commodity em alta na bolsa de Nova York
30-07-2024
Cacau, algodão e café abriram a sessão em baixa
Por Fernanda Pressinott — São Paulo
O açúcar demerara opera em alta pelo segundo dia consecutivo, em Nova York, ainda com os investidores refletindo preocupações com a safra no Brasil. Os papéis do demerara com entrega para outubro os mais negociados, sobem 1,2%, a 19,25 centavos de dólar por libra-peso.
A moagem de cana-de-açúcar no Centro Sul caiu 11% na primeira quinzena de julho, em comparação com o mesmo período do ano passado, para 43,17 milhões de toneladas. Com a menor disponibilidade de matéria-prima, a produção de açúcar recuou 9,7%, para 2,9 milhões de toneladas.
Para Marcelo Filho, analista de inteligência de mercado da StoneX, os números da Unica frustraram agentes de mercado, pois se esperava um mix mais açucareiro para este ano.
“O mercado está olhando para uma oferta menor no Brasil, que tem um protagonismo muito grande no campo das exportações”, diz. “Também há fatores técnicos para justificar a alta, após os preços testarem níveis abaixo dos 18 centavos”, acrescenta.
Ainda de acordo com ele, as boas condições de clima para canaviais da Ásia são um contraponto para as altas de preço na bolsa americana.
No mercado do cacau, os contratos com entrega dezembro recuam 0,35%, a US$ 7.122 a tonelada.
Analistas vêm apontando melhora no clima para áreas produtoras de cacau do oeste africano. A influência do fenômeno La Niña pode beneficiar o clima para a produção da safra 2024/25, que será colhida a partir de outubro.
Além desse fator, a indicação de queda no consumo de produtos feitos a partir do cacau, como o chocolate, também é negativo para as cotações.
Os contratos do algodão para dezembro operam estáveis, a 69,19 centavos de dólar por libra-peso. E os lotes de café arábica com entrega para setembro recuam 0,5%, para US$ 2,2925 a libra-peso.
Analistas dizem que o mercado de café pode “mudar de lado” nas próximas semanas com a chegada do La Niña.
"Um relatório da Coffee Trading Academy projeta a safra de café do Brasil de 2024/25 em 67,4 milhões de sacas, bem abaixo de uma previsão anterior de mais de 70 milhões de sacas, em função do clima", destacou a última análise do site Barchart.
Fonte: Globo Rural

