Açúcar ganha fôlego nas bolsas com mercado atento à oferta global e clima
13-05-2026
Terça-feira (12) mantém o viés positivo em Nova York e Londres, enquanto mercado físico brasileiro segue pressionado neste início de safra.
O mercado do açúcar registrou mais um dia de valorização nas bolsas internacionais nesta terça-feira (12), sustentado pelas preocupações com a oferta global e pelas projeções mais apertadas para a próxima safra.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam novamente em alta. O julho/26 avançou 0,10 cent, encerrando o dia a 15,01 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 subiu 0,13 cent, para 15,52 cents/lbp, enquanto o março/27 ganhou 0,12 cent, fechando a 16,35 cents/lbp. Os demais vencimentos também acompanharam o movimento positivo.
Londres
Na ICE Europe, o açúcar branco também encerrou o pregão em valorização. O contrato agosto/26 avançou US$ 4,40, sendo negociado a US$ 441,70 a tonelada. O outubro/26 subiu US$ 3,40, para US$ 440,20, enquanto o dezembro/26 ganhou US$ 2,70, encerrando a US$ 442,50 a tonelada. As demais posições também fecharam em alta.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou queda de 0,31% nesta terça-feira (12). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 96,30.
Com o resultado, o indicador acumula retração de 1,64% em maio, refletindo um mercado físico ainda pressionado pelo avanço da safra e pela maior disponibilidade de produto.
Análise
Segundo informações do portal Notícias Agrícolas, o mercado segue sustentado pelas expectativas de déficit global na safra 2026/27. A StoneX projeta saldo negativo de 550 mil toneladas no ciclo, revertendo o superávit observado na temporada anterior.
O portal também destaca que o Citigroup reduziu sua estimativa para a produção brasileira de açúcar, prevendo 39,5 milhões de toneladas, abaixo da projeção da Conab. O movimento estaria ligado ao maior direcionamento da cana para a produção de etanol, favorecido pelos preços mais elevados da gasolina.
Outro fator monitorado pelo mercado é o possível fortalecimento do fenôeno El Niño, que pode impactar a produção em grandes exportadores asiáticos, como Índia e Tailândia, nos próximos meses.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.339,00 por metro cúbico, com recuo de 0,28% no comparativo diário.
No acumulado de maio, o indicador registra queda de 2,78%, mantendo o cenário de pressão sobre os preços do biocombustível.
Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias

