Açúcar mantém alta nas bolsas internacionais; mercado interno abre maio com leve ajuste
05-05-2026
Segunda-feira (4) marca continuidade do movimento positivo em Nova York, enquanto mercado físico brasileiro começa o mês praticamente estável.
O mercado do açúcar deu início à semana com valorização nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (4), mantendo o viés positivo observado no fechamento da semana anterior.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto avançaram de forma consistente. O julho/26 subiu 0,34 cent, sendo negociado a 15,29 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 avançou 0,37 cent, para 15,76 cents/lbp, enquanto o março/27 registrou alta de 0,35 cent, fechando a 16,56 cents/lbp. Os vencimentos mais longos também acompanharam o movimento, indicando continuidade no ajuste altista.
Londres
Na ICE Europe, não houve atualização das cotações do açúcar branco até o momento da publicação, mantendo o mercado sem referência para o dia.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, abriu o mês de maio com leve recuo de 0,08% nesta segunda-feira (4). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 97,83.
No acumulado do mês, a variação também é de -0,08%, refletindo um início ainda estável, mas sob influência do avanço da safra e da maior disponibilidade no mercado físico.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.408,00 por metro cúbico, com leve alta de 0,08% no comparativo diário.
No acumulado de maio, o indicador também registra variação positiva de 0,08%, sinalizando um começo de mês mais estável após as quedas expressivas observadas ao longo de abril.
Análise
Segundo o portal Notícias Agrícolas, a alta do açúcar foi impulsionada principalmente pela valorização da gasolina, que aumenta a competitividade do etanol e leva as usinas a destinarem mais cana para o biocombustível, reduzindo a oferta global do adoçante.
Ainda de acordo com o portal, no Brasil esse movimento já aparece nos dados da safra: houve queda na produção de açúcar no Centro-Sul na primeira quinzena de abril, acompanhada por uma mudança no mix produtivo em favor do etanol. As projeções também reforçam essa tendência, com leve recuo na produção de açúcar e crescimento do etanol na safra 2026/27.
O portal destaca ainda que fatores geopolíticos, como riscos ao fornecimento global, seguem no radar e ajudam a sustentar as cotações.
Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias

